Sam Hou Fai atento à reconstrução de edifícios e à falta zonas recreativas no Bairro do Iao Hon

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Sam Hou Fai, o único candidato às eleições para o cargo de Chefe do Executivo, fez ontem uma visita ao Bairro do Iao Hon, nomeadamente aos sete prédios no Bairro do Iao Hon que serão sujeitos a reconstrução, bem como o mercado municipal e as lojas na zona, com vista a se “inteirar das situações do bairro comunitário”.

À margem da visita, aos jornalistas, Sam Hou Fai mostrou-se preocupado com o projecto de reconstrução dos edifícios antigos no Iao Hon e a escassez de zonas de lazer.

Segundo o candidato, há no território cerca de 43 mil fracções residenciais com mais de 40 anos de idade, localizadas em diferentes bairros comunitários de Macau. Sam Hou Fai destacou, neste caso, que o Bairro do Iao Hon é uma zona que conta com grande número de moradores e onde coexistem edifícios modernos e edifícios com 40 a 50 anos de idade, resultando numa “situação de propriedade complicada” que envolve diversas questões de reconstrução e muitos interesses e demandas dos participantes.

Recorde-se que o complexo de sete edifícios no Bairro do Iao Hon é composto por um total de 46 prédios com mais de 2.500 fracções autónomas, tendo sido recentemente criadas 63 comissões de gestão, ou seja, assembleias de condomínios, para avançar com o plano de requalificação do Bairro do Iao Hon.

Sam Hou Fai, por outro lado, falou sobre a falta de espaços de lazer e de actividades no Bairro do Iao Hon, sendo em particular uma zona povoada e com muitos estabelecimentos de educação. O candidato lamentou ainda que “as ruas da área são estreitas, o trânsito é congestionado e há carência de espaços para estacionamento de veículos”.

De acordo com a nota de imprensa, Sam Hou Fai apontou que, no futuro planeamento da reconstrução, é necessário “considerar de forma global todas as medidas de apoio”, como a mobilidade, o ambiente de moradia e a restauração. No comunicado, o único candidato às eleições afirmou ainda que, se for eleito para o sexto mandato do Chefe do Executivo, irá trabalhar com todos os sectores da sociedade para estudar como melhorar a situação.

Salientando que a vista o impressionou profundamente, o antigo presidente do Tribunal da Última Instância assinalou que foi “uma grande experiência que não pode vivenciar no seu trabalho anterior” e, segundo noticiou a Rádio Macau em língua chinesa, as conversas que teve com os moradores serão de grande ajuda para o seu trabalho.