Foram registados, em Abril, 179 casos de infecção por enterovírus. Este número de infecções é 6,5 vezes superior ao que foi registado no período homólogo do ano passado. A infecção por enterovírus ocorre na maioria dos casos em crianças com idade inferior a cinco anos e pode provocar o síndrome mão-pé-boca e herpangina. Em casos mais graves, também pode causar miocardite e meningite asséptica.
Em Abril, os Serviços de Saúde registaram 179 casos de infecção por enterovírus, o que corresponde a um aumento de 6,5 vezes em comparação com os 24 casos registados em Abril de 2025. Face a Março deste ano, verificou-se um aumento de 2,6 vezes. Os dados sobre doenças de declaração obrigatória em Abril foram divulgados ontem pelos Serviços de Saúde.
Os Serviços de Saúde explicam que a infecção pelo enterovírus ocorre durante o ano inteiro, a nível mundial, mas é no Verão que tem maior incidência. Este vírus é a fonte de várias doenças, sendo as mais ligeiras e frequentes, o síndrome mão-pé-boca e a herpangina. Em casos mais graves, também pode causar miocardite e meningite asséptica.
A infecção por enterovírus ocorre na maioria dos casos em crianças com idade inferior a cinco anos. O período de incubação varia de três a sete dias, e a transmissão faz-se por contacto directo com fezes dos doentes infectados, gotículas de saliva ou com materiais contaminados. Devido ao contacto próximo das crianças nas creches e jardins-de-infância, é fácil ocorrer um surto da síndrome mão-pé-boca, que é uma doença altamente contagiosa, assinalam as autoridades.
Num período inicial aparecem sintomas como febre, dor de garganta, vesículas pequenas ou pústulas vermelhas que não provocam dores nem comichão nas palmas das mãos, pés e nádegas, e surgem herpes na boca, causando posteriormente úlceras. No período de sete a dez dias, as vesículas e as pústulas vermelhas vão desaparecer gradualmente, e o doente fica curado. A transmissão do enterovírus começa alguns dias antes dos primeiros sintomas surgirem, localizando-se os vírus na garganta e nas fezes e, durante algumas semanas, as fezes do doente podem conter estes vírus.
CASOS DE NOROVÍRUS MAIS QUE DUPLICARAM
Os Serviços de Saúde também dão conta de que, em Abril, foram registados 93 casos da infecção por norovírus, o que corresponde a um aumento de 1,3 vezes em relação aos 40 casos registados no mês homólogo de 2025, tendo-se verificado um aumento de 50% em relação aos 62 casos registados no mês anterior.
Segundo explicam os Serviços de Saúde, a infecção por norovírus é uma doença transmissível do tracto gastrointestinal transmitida principalmente pelo consumo de alimentos ou água contaminados, pelo contacto com vómitos ou excrementos dos doentes e pelo contacto com os materiais contaminados, podendo também ser transmitidas por gotículas de saliva no ar. Este vírus pode causar intoxicação alimentar ou gastroenterite, sendo o principal agente patogénico da gastrenterite não bacteriana e pode causar surtos de gastrenterite em lares de idosos, escolas e outros estabelecimentos colectivos.
A varicela, por seu turno, registou uma diminuição em comparação com o ano passado. Foram detectados, no passado mês de Abril, 44 casos, ao passo que em Abril do ano passado tinham sido registados 46 casos. Houve, no entanto, um aumento de 63% face ao número de casos de varicela em Março (27).
A varicela é uma doença infecciosa aguda comum em crianças, causada pelo vírus varicela-zoster, que ocorre principalmente nas crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 10 anos. A varicela pode ocorrer durante todo o ano, mas é mais comum no Inverno e na Primavera. A varicela transmite-se directamente pelo contacto pessoal, através de gotículas dos doentes ou de secreções respiratórias espalhadas no ar, e indirectamente pelo contacto com objectos contaminados pelas secreções das feridas do doente. Pode haver febre ligeira na fase inicial da infecção, seguida de erupções cutâneas maculopapulares na pele, que depois se formam bolhas e finalmente, formam-se crostas.
A maioria dos casos de varicela apresenta apenas sintomas ligeiros e recupera naturalmente, mas as pessoas com sistemas imunitários fracos têm maior probabilidade de desenvolver complicações, tais como infecções cutâneas, escarlatina, pneumonia e encefalite; Se um bebé recém-nascido contrair varicela, a condição pode ser grave ou mesmo fatal. As crianças podem ser vacinadas contra a varicela. Normalmente, a vacinação começa no 12.º mês após o nascimento, e cerca de 90% das pessoas vacinadas podem produzir imunidade.











