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      Detido doente do 74.º caso local de Covid-19 após falsas declarações de itinerários

      Foi detido o trabalhador não-residente recuperado de Covid-19, o 74.º caso registado na RAEM, na sequência de ter escondido a sua informação sobre itinerários de actividades durante o surto pandémico no território em Outubro do ano passado. O suspeito prestava ainda trabalho para um local diferente do que autorizado. Também em conferência de imprensa das autoridades foi referido que uma residente terá sido lesada num esquema informático de investimento em 256 mil renminbis.

       

      A Polícia Judiciária anunciou ontem em conferência de imprensa a detenção de um trabalhador não-residente de 40 anos, de nacionalidade vietnamita, por suspeitas de ter violado a lei de prevenção, controlo e tratamento de doenças transmissíveis.

      De acordo com a informação divulgada pelas autoridades, o suspeito é o doente do 74.º caso confirmado de Covid-19 no território, sendo um elemento afectado durante o surto da pandemia local no início de Outubro em 2021. “No início da investigação epidemiológica, em relação à declaração sobre os itinerários das actividades, o homem terá escondido, deliberadamente, essa informação, bem como a de um amigo. O suspeito terá ocultado ainda o facto de que fazia trabalho de renovação numa fracção com outros infectados”, explicou o porta-voz da PJ.

      Recorda-se que a RAEM registou quatro casos confirmados de novo coronavírus no final de Setembro e no início de Outubro relacionados com um grupo de trabalhadores de obras de renovação numa casa, do Edifício Kam Do Lei Fa Yun, na Rua de Pedro Coutinho.

      No dia 31 de Dezembro de 2021, os Serviços de Saúde comunicaram com a PJ que o suspeito teve alta do hospital, depois de ser testado com resultado negativo no teste de ácido nucleico, e completou a quarentena após a recuperação. O trabalhador não-residente foi imediatamente detido pela polícia por violar as normas antiepidémicas e pelos crimes de prestação de trabalho para entidade ou local diferente do que havia sido autorizado.

      Sendo um trabalhador que se dedica a uma lavandaria no território, o detido admitiu à PJ que tinha cometido o crime, confessando que tinha receio de que a empresa para a qual trabalhava soubesse que ganhava dinheiro extra com um emprego ‘part-time’, temendo ainda que um amigo entrasse na quarentena obrigatória.

      Este caso já foi transferido ao Ministério Público. Segundo a lei de prevenção, controlo e tratamento de doenças transmissíveis, o suspeito poderá enfrentar como punição uma pena de prisão até seis meses ou pena de multa até 60 dias.

       

      Residente reclama perda de 256 mil renminbis por burla informática

      As autoridades policiais receberam ainda uma denúncia de burla apresentada por parte de uma residente de 54 anos.

      Segundo a denúncia, a vítima chegou a conhecer um homem do interior da China no dia 12 de Dezembro de 2021, através de uma aplicação de comunicação no telemóvel. O homem apresentou-se como um elemento do exército chinês, sendo, portanto, “uma pessoa muito honesta”, referiu. O indivíduo disse ainda que tem um tio com um cargo importante na Bolsa de Hong Kong que podia oferecer informações confidencias sobre os desempenhos das acções.

      Nesse sentido, a vítima foi convencida a fazer ‘download’ de uma aplicação de investimento online e acabou por fazer um carregamento de 256 mil renminbis. Visto que a receita facial na sua conta começou a acumular até mais de 800 mil renminbis, a lesada pretendia levantar todo o dinheiro, mas sem sucesso.

      Um suposto agente de serviço de atendimento de clientes pediu-lhe a investir mais 500 mil renminbis, no entanto, a residente começou a suspeitar que fosse um esquema e decidiu por isso pedir ajuda à polícia.