
1.
Francisco Noa
Império, Mito e Miopia — Moçambique como invenção literária
Caminho
Um estudo do ensaísta e professor moçambicano Francisco Noa sobre a literatura de Moçambique no período colonial, analisando com detalhe e olhar crítico esse gesto de criar e escrever mundos a partir de uma lógica que assenta na suposta superioridade cultural e civilizacional de parte da população.
2.
Luísa Costa Gomes
Triunfo do Triunfoe outros contos escolhidos
Dom Quixote
Depois de Visitar Amigos e outros contos, Luísa Costa Gomes regressa ao género que a tem confirmado como uma das grandes escritoras em língua portuguesa, com um novo volume que reúne contos dispersos, anteriormente publicados em revistas, jornais e antologias.

3.
Jorge Mateus e Paulo Caetano
A Fuga
Iguana
Banda desenhada que relata a extraordinária evasão de sete presos políticos detidos na prisão de Caxias, em 1961, na qual, ironia das ironias, foi utilizado como veículo de fuga um carro que pertencia a Salazar e que, ainda por cima, havia sido oferecido ao ditador português por Hitler.
4.
Nuno Estêvão Ferreira (coord.)
50 anos da Constituição da República Portuguesa (1976-2026)
Edições 70
Um álbum que reúne texto e imagens várias, registando a história da Constituição da República Portuguesa, incluindo os debates que lhe deram origem, o espírito com que foi construída e a sua capacidade de permanecer actual ao fim de cinco décadas, celebradas este ano.
5.
David Sutton
Exploring Hong Kong’s New Territories
Blacksmith Books
Um percurso pela história e pelos lugares dos Novos Territórios de Hong Kong, com passagem pelas vilas e aldeias das comunidades mais antigas, pelos templos e monumentos e pelas paisagens naturais, sem esquecer a arquitectura contemporânea e os novos bairros.
6.
Raquel Nobre Guerra
Postes de Luz para Cães Vadios
Tinta da China
Novo livro de poesia de Raquel Nobre Guerra, atravessado pela melancolia e pelas oportunidades perdidas. Um excerto: «Este país que me ensinaram a chamar de meu/ cujo mapa não incluiu as ruas onde cresci/ e me tornei órfã das promessas oficiais/ do pleno emprego, do sol gratuito/ metade do preço, metade do sonho/ na carne magoada da fruta feia».













