CCPPC: aprovada resolução política que reitera “implementação inabalável” de ‘um país, dois sistemas’

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Encerrou ontem em Pequim a sessão anual da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), onde foi votada e aprovada uma resolução política que reitera a implementação do princípio ‘um país, dois sistemas’, ‘Macau governada pela sua gente’ e alto grau de autonomia nas RAE. A resolução do principal órgão consultivo político da China apelou ainda para a “unificação da Pátria” e intercâmbios amigáveis com o exterior.

A quarta sessão da 14.ª Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) terminou ontem após oito dias de reuniões em Pequim. A sessão de encerramento realizou-se ontem de manhã no Salão do Povo, onde foram votados quatro relatórios e uma resolução política que volta a defender a “implementação inabalável” do princípio ‘um país, dois sistemas’.

A resolução reafirmou ainda os princípios ‘Macau governada pela sua gente’, ‘Hong Kong governada pela sua gente’ e alto grau de autonomia. Apelou ainda ao avanço da causa da “unificação da Pátria”, além da solidariedade das comunidades chinesas no estrangeiro. Destacou também a necessidade de promoção activa de intercâmbios amigáveis com o exterior, a fim de unir forças para o “rejuvenescimento nacional e a construção de uma nação forte”.

Na sessão de encerramento que contou com a presença do presidente chinês, Xi Jinping, e dos outros representantes do Governo Central, e que foi presidida pelo presidente do Comité Nacional da CCPPC, Wang Huning, um total de 2.125 membros do órgão consultivo teve direito a participar, dos quais 2.059 estiveram presentes. Os membros votaram na referida resolução política, que recebeu 2.057 votos a favor, um voto contra, e uma abstenção.

Além disso, a resolução enfatizou que 2026 marca o 105.º aniversário da fundação do Partido Comunista da China e o ano de início do 15.º Plano Quinquenal, pelo que a CCPPC deve “defender a liderança do Partido”, “unir a frente unida” e “insistir na democracia consultiva”.

“Deve concentrar-se em apresentar conselhos e sugestões para a implementação do 15.º Plano Quinquenal, reforçar a deliberação consultiva, realizar pesquisas temáticas, exercer supervisão democrática e reflectir fielmente o sentimento e as opiniões do público”, pode ler-se na resolução, citada pelo Jornal Ou Mun.

Wang Huning proferiu na mesma sessão um discurso que elogiou os “resultados notáveis” que saíram das reuniões deste ano, mas também deixou a esperança de que os membros cumpram melhor o seu papel de dar opiniões sobre os assuntos do Estado, tendo como foco as suas funções de servir e apoiar a implementação do 15.º Plano Quinquenal.

“A CCPPC deve continuar dedicada a servir o povo, oferecendo mais conselhos que beneficiem a população e empreendendo mais iniciativas que sirvam o bem público. Deve garantir que as conquistas da modernização beneficiem todos os cidadãos”, disse o político chinês.

No âmbito das “duas sessões”, depois do encerramento da sessão da CCPPC, a da 14.ª Assembleia Popular Nacional (APN) vai terminar hoje após oito dias de agenda.

 

MEMBRO DE MACAU DESTACA PROGRESSO DA EDUCAÇÃO

 

O desenvolvimento da educação em Macau foi tema abordado numa conferência de imprensa da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), realizada ontem de manhã antes da sessão de encerramento da sua sessão anual. A representante de Macau na CCPPC, Chen Ji Min, deu ênfase ao progresso do sector educativo no território, sublinhando o aumento significativo de investigadores no ensino superior em Macau. Segundo a vogal, o número de alunos nas instituições de ensino superior cresceu de 8.000, na altura da criação da RAEM, para mais de 62.000 actualmente, enquanto o de investigadores no ensino superior “aumentou de 13 para 1.773, um aumento de 136 vezes”. A também vice-presidente e secretária-geral do Conselho de Administração da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST) destacou que o Governo dá prioridade à educação orientada para a investigação e à inovação tecnológica no ensino superior. Segundo Chen Ji Min, foram criados quatro laboratórios nacionais de referência no território, onde as autoridades locais pretendem construir um centro internacional de talentos. Chen Ji Min considera ainda que a participação de Macau nos projectos tecnológicos nacionais está a atrair cada vez mais cientistas internacionais de renome para estabelecer as suas bases de investigação na Grande Baía.