Foi ontem o início das aulas para a maioria das escolas primárias e secundárias em Macau. De acordo com as autoridades, as matrículas no ensino não superior para o novo ano lectivo são de aproximadamente 89.000, comparáveis ao número do ano passado. Os Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude divulgaram as medidas para os trabalhos educativos e juvenis deste ano lectivo, que priorizam a cultivação dos sentimentos patrióticos dos alunos e jovens, e referem, por último, o bem-estar físico e mental.
A maioria das escolas de ensino não superior teve ontem o início das aulas do novo ano lectivo 2025/2026, que acolhe cerca de 89.000 alunos, número idêntico ao do ano lectivo passado. O primeiro dia das aulas arrancou em cerca de 80% das escolas locais, segundo a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), sendo que as actividades escolares e a organização do trânsito “decorreram de forma tranquila”, assegurou o organismo.
Kong Chi Meng, director da DSEDJ, destacou que o número de alunos já atingiu o seu pico nos últimos dois anos. “Após atingir o pico, a escala global vai estabilizar-se [nos próximos anos]. Este ano, as matrículas no ensino básico e secundário registaram um ligeiro aumento, enquanto as matrículas no ensino pré-escolar viram uma quebra ligeira”, explicou, em declarações ao Jornal Ou Mun.
Kong Chi Meng fez ontem uma visita a um centro de gestão de trânsito da Direcção dos Serviço para os Assuntos de Tráfego (DSAT) e a duas escolas para “inteirar-se da situação do dia do regresso às aulas”.
O responsável garantiu ter implementado medidas para coordenar a ordem do primeiro dia das aulas através da cooperação interdepartamental com a Polícia de Segurança Pública, a DSAT e as operadoras de autocarros, bem como do horário diferenciado das aulas nas escolas.
Além disso, o Executivo tomou medidas para facilitar a deslocação às escolas por parte dos estudantes transfronteiriços, tendo criado canais exclusivas em quatro postos fronteiriços para a passagem fronteiriça, tendo sido lançado ontem o serviço de veículo exclusivo para estudantes transfronteiriços Hengqin-Macau, que abrange 27 escolas de Macau.
Actualmente, há cerca de 100 alunos de Macau que residem em Hengqin e deslocam-se diariamente para a escola em Macau. Entre eles, 65 inscreveram-se no serviço de autocarro directo. Porém, a DSEDJ prevê que o número de utilizadores vá “aumentar gradualmente” no futuro.
MOSQUITOS NAS ESCOLAS
O director da DSEDJ, por outro lado, falou sobre a prevenção das doenças transmitidas por mosquitos nas escolas, avançando que algumas escolas aproveitaram o Fundo Educativo e subsídios de emergência para actualizar e substituir instalações de prevenção de mosquitos, nomeadamente a aquisição de novas telas à prova de mosquitos, lâmpadas repelentes de insectos e máquinas de nebulização contra mosquitos.
As escolas já concluíram a eliminação de mosquitos nos campus antes do início das aulas, e foi feita ainda a formação de funcionários sobre a utilização de equipamentos contra mosquitos, frisou Kong.
Quanto à atribuição de fundos, a despesa estimada para a aquisição de equipamentos escolares ascende a milhões de patacas, admitiu Kong Chi Meng. Já o montante exacto será avaliado assim que as escolas tiverem concluído as respectivas aquisições, de acordo com as diretrizes das autoridades sanitárias.
PATRIOTISMO ENTRE AS PRIORIDADES
Paralelamente à retoma das aulas, a DSEDJ anunciou as novas medidas para os trabalhos educativos e juvenis para o presente ano lectivo. Conforme os dados mais actualizados do organismo, existem 10 instituições de ensino superior em Macau, enquanto o ensino não superior compreende 75 instituições com um total de 115 unidades escolares, sendo que 102 estão integradas no regime do subsídio de escolaridade gratuita, beneficiando aproximadamente 80.000 alunos.
A DSEDJ, num comunicado emitido no sábado, listou seis pontos da agenda de trabalho, onde deu destaque ao “aprofundamento dos sentimentos patrióticos”. Destacando que este ano é o 80.º aniversário da vitória da Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e da Guerra Mundial Antifascista, um grupo de trabalho interdepartamental do Governo vai aproveitar a ocasião para “promover o espírito nacional e cultivar o sentimento patriótico”. Entre a organização de actividades relacionadas estão seminários, fóruns juvenis e “viagens vermelhas”.
O organismo admite ainda a revisão de matérias didácticas sobre a História e a abertura de um pavilhão de exposição de educação patriótica ainda este ano.
A seguir ao patriotismo, as autoridades realçam a importância de ajudar os jovens no planeamento de carreira e no acesso ao emprego. Assumem a prestação de mais apoio aos alunos que estudam fora de Macau e a realização de mais cursos de formação e correspondência de empregos.
Para o ensino superior, a DSEDJ diz que vai promover a abertura de programas em áreas como estudos de design, ciências cognitivas e do cérebro, ciências do desporto, inteligência ambiental, gestão de serviços de hospitalidade e saúde de alta qualidade, bem como estudos culturais e gestão. Além disso, apoia as instituições a atrair mais estudantes internacionais e reforça a formação de profissionais bilíngues em chinês-português.
A educação generalizada sobre a Inteligência Artificial e a melhoria do funcionamento das escolas estão também entre as orientações de trabalho para este ano lectivo.
Entretanto, a DSEDJ pretende “construir um campus vibrante” e promover o bem-estar físico e mental nas escolas, pode ler-se na última parte do comunicado.
A DSEDJ, além de querer incentivar a participação em trabalhos voluntários entre estudantes nos próximos Jogos Nacionais, sublinha que vai organizar eventos promocionais e cursos temáticos para “aumentar a consciência dos pais sobre o bem-estar físico e mental dos seus filhos, reforçando assim o papel protector da família”. Neste caso, admite aumentar o número de agentes nas equipas de aconselhamento estudantil e lançar uma plataforma de consulta online de 24 horas por dia.
CAIXA
OBRAS VIÁRIAS PERTO DAS ESCOLAS CONCLUÍRAM ANTES DO ARRANQUE DAS AULAS
Depois da época de pico de obras nas vias públicas, o Governo assegurou que todas as obras viárias de grande dimensão realizadas no Verão nas proximidades de escolas ficaram concluídas antes do início do ano lectivo. Segundo o grupo de Trabalho para a Optimização da Coordenação de Obras Viárias, citado pela Direcção dos Serviço para os Assuntos de Tráfego (DSAT), mais de metade dos projectos referidos foram finalizados antes do prazo previsto, “permitindo a total reposição do tráfego nas vias circundantes”. Numa reunião presidida pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, o Grupo de Trabalho disse ter aproveitado as férias de Verão para se concentrar na realização de obras viárias de grande dimensão nas proximidades de escolas, tendo exigido às entidades de execução o aumento de mão-de-obra para priorizar a conclusão de processos mais sensíveis ao clima e que afectam o tráfego, reduzindo assim o risco de atrasos.











