IAM admite impacto na eliminação de mosquitos devido à chuva

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As autoridades voltaram a apelar ao reforço da prevenção da febre Chikungunya bem como da Dengue, alertando para o aumento do risco de infecção no território. O Instituto para os Assuntos Municipais admite que a chuva recente está a dificultar o trabalho de eliminação de mosquitos nos espaços ao ar livre, uma vez que as substâncias usadas demoram tempo para fazer efeito.

As chuvas nos últimos dias têm colocado dificuldades no trabalho de eliminação de mosquitos, sobretudo nos espaços ao ar livre, admitiu o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM). “Os medicamentos para erradicação de mosquitos devem ser fixados nos aparelhos e deixados durante um período antes de fazerem efeito, e as chuvas recentes têm impacto no trabalho de controlo dos mosquitos”, indicou Pang Sao Hun, chefe substituta da Divisão de Higiene Ambiental do IAM, que falou ontem sobre a prevenção de febre Chikungunya e Dengue durante um programa no canal chinês da Rádio Macau.

A responsável disse que é necessário escolher a altura certa para pulverizar os repelentes contra os mosquitos, assegurando ter reforçado o controlo contra estes insectos.

Quanto aos parques e recintos ao ar livre, o IAM disse ter comunicado com as entidades adjudicatárias de gestão para levar a cabo as medidas contra mosquitos, apresentando relatórios sobre o seu trabalho. O Executivo enviou também funcionários para inspeccionar a implementação de medidas de controlo de mosquitos nesses recintos.

Pang Sao Hun lembrou que a frequência de eliminação química de mosquitos foi aumentada de duas para três vezes por mês desde Julho deste ano. No caso de áreas privadas ou terrenos desaproveitados, que os Serviços de Saúde consideram representar riscos, e quando os proprietários não podem ser contactados, o IAM cooperará na limpeza de contentores de água estagnada e de resíduos para evitar a reprodução de mosquitos e a propagação de doenças.

No mesmo programa matutino, os Serviços de Saúde recordaram que Macau registou, até ao momento, oito casos confirmados de febre Chikungunya, seis casos importados e dois casos locais, estando os casos locais associados a trabalhadores dos estaleiros de construção da Zona A dos Novos Aterros.

“Actualmente, não há transmissão comunitária em Macau, mas o risco de importação da doença e de transmissão local a partir de casos importados continuará a existir”, alertou Chan Choi Wan, chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde.

A médica destacou que os casos de febre Chikungunya nas regiões vizinhas continuam a subir, numa altura em que as viagens são frequentes entre Guangdong e Macau devido às férias de Verão. Já as temperaturas elevadas e a precipitação são condições favoráveis para a reprodução de Aedes Albopictus, habitual portador do vírus de Chikungunya e Dengue.

Reiterou ainda que a febre Chikungunya e Dengue são transmitidas através da picada do mosquito e não directamente entre seres humanos. “Macau encontra-se na fase inicial e crítica do surto de febre Chikungunya, e esperamos que os residentes reforcem a prevenção da reprodução de mosquitos em casa”, frisou.

Por sua vez, um outro médico do Centro de Prevenção e Controlo da Doença, Ieong Chon Kit, sublinhou que a infecção da febre Chikungunya causa sobretudo casos leves, enquanto os casos graves podem ocorrer em bebés, crianças e idosos, “mas são geralmente raros”, indicou. Acrescentou que os dois casos diagnosticados localmente ainda estão internados e são ambos casos ligeiros.

Questionado sobre a possibilidade de se estar infectado com Dengue e Chikungunya ao mesmo tempo, Ieong Chon Kit disse que em algumas regiões a infecção dessas duas febres são prevalecentes, cujos pacientes apresentam sintomas ainda mais evidentes. Porém, não há dados que mostrem que haverá causas mais graves devido a uma dupla infecção.