Foi inaugurado na sexta-feira o Edifício de Especialidade de Saúde Pública dos Serviços de Saúde, que conta com mais de 30 mil metros quadrados, oito andares, 80 enfermarias e 160 camas. O objectivo é “responder aos desafios de doenças transmissíveis que possam surgir no futuro”.
Com o objectivo de dar resposta a eventuais futuras doenças transmissíveis, foi inaugurado na sexta-feira o Edifício de Especialidade de Saúde Pública dos Serviços de Saúde, no Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ). O Chefe do Executivo, acompanhado pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, presidiu à inauguração do novo edifício.
O Edifício de Especialidade de Saúde Pública situa-se no sudoeste do CHCSJ, no lote de terreno entre a Estrada Nova e a Estrada do Visconde de S. Januário, com uma área bruta de construção de cerca de mais de 30 mil metros quadrados. O edifício tem oito andares, dispõe de 80 enfermarias de isolamento de alta qualidade, 160 camas de isolamento, das quais dez são camas para cuidados intensivos, onde os utentes podem receber tratamentos de oxigenação por membrana extracorpórea (artificial pulmonar), ventilador, hemodiálise, entre outros, o que aumenta significativamente a capacidade de tratamento médico de casos graves.
Este edifício também está equipado com sala de reanimação, bloco operatório de pressão negativa, sala de exame imagiológico com tomografia axial computorizada, laboratório clínico capaz de tratar amostras infecciosas, o que pode fornecer exame e tratamento médico abrangentes.
Os Serviços de Saúde salientam que este edifício foi concebido de acordo com as normas de prevenção e controlo de doenças transmissíveis da Organização Mundial de Saúde, dispõe de um sistema de filtragem de ar de alta eficiência, sistema de desinfecção por raios ultravioletas, controlo de pressão negativa e de fluxo de ar nas enfermarias, instalação de dois canais nas três zonas, bem como sistema inteligente de vigilância central e de rastreamento de doentes, no sentido de atingir um alto padrão de prevenção e controlo de doenças transmissíveis.
Além disso, o Edifício de Especialidade é composto por duas passagens superiores que ligam o átrio do CHCSJ e o Alojamento dos Trabalhadores de Emergência de Saúde Pública, “proporcionando aos doentes um melhor apoio médico e uma boa gestão do pessoal em circuito fechado durante a epidemia, contribuindo para o estabelecimento de um sistema completo de prevenção e controlo de doenças transmissíveis”, destacam as autoridades de saúde.
Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, discursou na inauguração, começando por salientar que, “apesar do fim da epidemia, a ameaça de doenças transmissíveis a nível mundial continua a existir, pelo que é necessário manter-se sempre a máxima vigilância e elevar constantemente a capacidade de resposta a diversas doenças transmissíveis” para “responder aos desafios de doenças transmissíveis que possam surgir no futuro”.
Citado num comunicado oficial, o director dos Serviços de Saúde afirmou que, com a inauguração deste edifício, Macau atinge “um novo patamar” e este é um reflexo da “determinação do Governo da RAEM em salvaguardar a saúde e a segurança da vida dos residentes de Macau”.
Alvis Lo indicou ainda que, com o envelhecimento da população e a prevalência de doenças crónicas, a procura de cuidados de saúde especializados por parte dos residentes de Macau tem vindo a aumentar, tendo-se registado, nos últimos dez anos, um aumento de 50% no número de doentes internados no CHCSJ e um aumento de 40% no de consultas externas.











