Chefe do Executivo destaca papel da Universidade de Macau para atrair talento internacional

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A Universidade de Macau realizou este domingo a sua reunião anual para traçar as prioridades do novo ano académico, com destaque para o reforço da internacionalização e da ligação ao tecido empresarial. Presidida pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, a sessão abordou o papel da instituição no desenvolvimento de Macau como centro de conhecimento e na consolidação do projecto educativo na Zona de Cooperação com Hengqin.

A Universidade de Macau (UM) realizou no domingo a “Reunião Conjunta do Conselho Universitário e da Assembleia Universitária para o ano académico 2024/2025”, um evento que contou com a presença do Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, também chanceler da instituição. O encontro reuniu os principais responsáveis académicos e governamentais para traçar as linhas estratégicas do desenvolvimento do ensino superior na região.

Na sessão realizada no Salão de Conferências Ho Yin, Sam Hou Fai sublinhou o “momento histórico” que vive o ensino superior em Macau, destacando o papel central da UM na estratégia governamental para transformar o território num centro internacional de excelência em recursos humanos. Sam Hou Fai afirmou que “o ensino superior em Macau vive um período de desenvolvimento sem precedentes”, destacando que “o governo da RAEM apoiará o desenvolvimento integrado de educação, tecnologia e talento para impulsionar novas forças produtivas de qualidade na cidade”.

O ambicioso projecto de expansão da UM para Hengqin dominou boa parte dos debates. Como primeira instituição de ensino superior de Macau com campus na Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong-Macau, a universidade está a desempenhar um papel pioneiro no futuro polo educacional internacional que ligará as duas margens. Sam Hou Fai insistiu na necessidade da UM “garantir a gestão racional dos fundos públicos e transparência em todo o processo de construção do novo campus”, sublinhando a importância deste projecto para a integração regional.

No que diz respeito à internacionalização, o reitor Yonghua Song apresentou os avanços concretos alcançados no último ano, incluindo o aumento de programas conjuntos com universidades estrangeiras e a expansão da rede de cooperação académica. O reitor destacou os esforços da universidade para “reforçar a cooperação com países lusófonos” e “desenvolver programas de intercâmbio mais pragmáticos e sustentáveis”, conforme os objetivos estratégicos da UM.

Por seu lado, Peter Lam, presidente do Conselho Universitário, destacou os progressos na reforma da governança interna da instituição, incluindo a implementação de novos mecanismos de transparência e eficiência administrativa. Lam destacou os trabalhos do Conselho Universitário no apoio à expansão do campus em Hengqin e na melhoria da governança interna da universidade, sublinhando o compromisso com o “desenvolvimento intensivo” da instituição.

Entre os principais desafios discutidos, sobressaíram a necessidade urgente de melhorar as infraestruturas de transporte para o novo campus em Hengqin e de criar condições mais atractivas para reter estudantes e investigadores internacionais em Macau.

O encontro serviu ainda para analisar em profundidade os mecanismos de aproximação entre a academia e a indústria, com vista a tornar mais eficaz a aplicação prática dos resultados de investigação científica. Alguns participantes sublinharam a importância de criar pontes mais sólidas entre os laboratórios universitários e as empresas locais, particularmente nos sectores tecnológicos emergentes.

Sam Hou Fai encerrou a sessão com um apelo à instituição para que continue a alinhar a oferta académica com as necessidades de desenvolvimento nacional, atraindo talento de topo, que contribua para a diversificação económica de Macau, incentivando a universidade a “ser prospectiva e proactiva”.