Polícia investiga quase 100 trabalhadores por suspeita de trabalho ilegal num concerto

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As autoridades estão a investigar cerca de uma centena de funcionários não-residentes de um concerto realizado sábado, na Galaxy Arena, por suspeita de serem trabalhadores ilegais. Os 96 envolvidos trabalhavam numa sessão de venda de merchandise do rapper sul-coreano G-Dragon, que actuou em Macau nos últimos três dias. Dois responsáveis pelo evento foram também levados para a esquadra e a polícia garantiu que está a acompanhar o caso.

 

Uma operação policial alertou para quase uma centena de trabalhadores por suspeita de estarem a trabalhar ilegalmente num concerto na Galaxy Arena. Um total de 96 funcionários não-residentes foi submetido a inspecção policial e dois responsáveis pelo evento foram levados à esquadra para investigação.

A detenção ocorreu no segundo dia da série de três dias de concertos do cantor e rapper sul-coreano, G-Dragon, em Macau, nomeadamente numa sessão de venda de merchandise na véspera da sua actuação.

De acordo com uma nota de imprensa, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) e a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) realizaram, pelas 10h30 de sábado, uma inspeção conjunta ao concerto, no âmbito de uma “verificação de identidade dos funcionários locais e não-residentes do evento” na zona de venda de merchandise do concerto.

O CPSP revelou ter “investigado a identidade de 96 trabalhadores não locais” e ter “levado dois responsáveis à esquadra”. “O incidente ainda está a ser investigado”, informaram as autoridades, garantindo que “caso se verifique violação da lei, irá tratar o caso nos termos da lei”.

Recorde-se que o rapper de K-Pop actuou em Macau nos últimos três dias no seguimento da sua mais recente digressão mundial, “Übermensch”, marcando ainda o regresso do cantor ao território oito anos depois do concerto de estreia na Cotai Arena (actual Venetian Arena) em Junho de 2017. G-Dragon faz também parte dos Big Bang, uma ‘boyband’ sul-coreana, sendo o líder do grupo.

A notícia sobre a detenção dos alegados trabalhadores ilegais foi amplamente partilhada nas redes sociais, onde alguns relatos denunciaram o caos no local devido à operação. Segundo os relatos dos fãs, que queriam adquirir merchandise do artista, foram temporariamente impedidos de sair do local durante a operação policial e, depois da detenção, deixaram apenas menos de cinco funcionários para “gerir uma multidão de milhares de fãs”.

Segundo a apresentação do espectáculo na página da Galaxy Ticketing, o evento é organizado pela TME Live, da Tencent Music, empresa de entretenimento e música ligada ao conglomerado tecnológico chinês Tencent Holdings Ltd.. A Galaxy Arena anunciou em 2023 uma cooperação estratégica de três anos com a TME Live e, com a parceira, vão co-organizar espectáculos em Macau incluindo digressões de concertos, festivais de música, cerimónias musicais, entre outros.

Os bilhetes dos concertos de G-Dragon em Macau foram esgotados em minutos depois de serem colocados à venda. Além das publicações nas redes sociais para a revenda e compra de bilhetes, verificaram-se também anúncios de recrutamento de funcionários em tempo parcial para o espectáculo em plataformas online do interior da China, nomeadamente no “Xiaohongshu”, conhecido como “Little Red Note”. Os anúncios alegavam contratar vendedores de merchandise com um salário base de 200 patacas por dia podendo receber mais em comissões.