Lo Choi In quer medidas para travar “ratos de avião”

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FOTOGRAFIA GONÇALO LOBO PINHEIRO

Os “ratos de avião” – expressão usada por Lo Choi In para se referir a quem furta bens dentro de aviões – voltaram ao activo depois da pandemia. Devido a este ressurgimento do fenómeno, a deputada pede ao Governo que implemente medidas de prevenção e reforce as acções de sensibilização da população.

 

Os casos de furto dentro de aviões têm aumentado após o fim da pandemia e, por isso, Lo Choi In diz que é necessário que as autoridades implementem mais medidas para combater os suspeitos deste tipo de crime, ou “ratos de avião”, como lhes chama a deputada.

Em Abril, foi detido, em Macau, um indivíduo pelo furto de bens dentro de um avião e mais tarde a Polícia Judiciária (PJ) veio a descobrir que o suspeito estava envolvido em mais quatro casos idênticos. Além disso, no mês passado foi detido um outro homem suspeito da prática de furto num voo de Macau.

Numa interpelação escrita remetida ao Governo, a deputada Lo Choi In alertou que “os casos de furto dentro de aviões têm sido frequentes ao longo dos anos e, apesar de terem sido alvo de combate e punição severa pelas autoridades competentes e pelos órgãos judiciais, os criminosos conhecidos vulgarmente por ‘ratos de avião’ continuam a proliferar”. “Após a epidemia e a retoma da normalidade da sociedade, os referidos casos ressuscitaram”, afirmou.

O período de Verão é aquele que representa mais oportunidades para estes “ratos de avião” cometerem crimes e, por isso, a deputada eleita pela via directa prevê que “casos semelhantes venham a ocorrer e causem prejuízos aos residentes de Macau”.

“A divulgação e a prevenção são os melhores meios para combater este crime com uma longa história que não acaba. As autoridades competentes e o Ministério Público, através de comunicados de imprensa, continuam a apelar à população para se manter alerta. No entanto, parece que o aeroporto, enquanto porta de entrada, não prestou a devida atenção ao assunto, nem reforçou as acções de sensibilização e as respectivas medidas”, critica Lo Choi In. A deputada salienta que, “nesta era em que são cada vez mais os meios utilizados na prática de crimes e em que se regista um ‘boom’ de informações, nomeadamente sobre a prevenção de burla cibernética e em telecomunicações, as informações sobre a migração e ainda sobre os voos, etc. levam facilmente os cidadãos a negligenciar a prevenção contra os ‘ratos de avião'”.

Na interpelação escrita remetida ao Governo, Lo sugere que, tendo em conta a afluência de residentes e turistas durante a época alta do turismo, “com vista a elevar o sentido de alerta dos residentes e turistas, os serviços competentes devem reforçar a divulgação de informações sobre este tipo de crime e a afixação de avisos nos diversos locais do aeroporto”.

A deputada lembra que “é da responsabilidade dos próprios cidadãos guardar de forma segura os seus bens pessoais”, contudo, “quando uma pessoa está fora de casa, viajando de um lado para o outro e recebendo muitas informações, facilmente baixa a guarda que é aproveitada pelos malfeitores”. Por isso, “os serviços competentes devem ponderar sobre a colaboração com as diversas companhias aéreas, definindo mecanismos de alerta, por exemplo, aumentar a publicidade e a difusão de curtas-metragens nos voos, e adicionar etiquetas de alerta ou avisos nas bagagens de mão e de porão”.

Por fim, Lo Choi In diz que, quanto aos crimes transfronteiriços, “os serviços responsáveis pela execução da lei devem estudar a possibilidade de estabelecer um mecanismo de comunicação com as autoridades do exterior ou do interior da China, com vista a investigar ou interceptar, por sua iniciativa, os respectivos indivíduos, intervindo antecipadamente no combate à criminalidade, a fim de evitar que os criminosos voltem a entrar em Macau para a prática de crimes ou que os cidadãos sofram prejuízos patrimoniais”.