A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude vai emitir, no próximo ano lectivo, novas directrizes para restringir o uso de telemóveis pelos alunos nas escolas. Kong Chi Meng, director do organismo, disse que a medida visa reduzir distracções dos alunos durante as aulas e o sector da educação “é favorável” à sua implementação. As autoridades vão também aceitar pedidos de subsídio pelas escolas para a aquisição de equipamento para guardar os telemóveis.
Kong Chi Meng, director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), afirmou que serão introduzidas directrizes sobre o uso de telemóveis nas escolas, cuja implementação está prevista para o próximo ano lectivo. A medida, de acordo com o responsável, visa restringir o uso de dispositivos móveis pelos alunos e abrange todas as escolas em Macau.
Em declarações ao canal chinês da Rádio Macau, Kong Chi Meng destacou que o organismo “já comunicou com o sector educativo e associações educativas” sobre a medida. “De um modo geral, são favoráveis às directrizes sobre o controlo do uso de telemóveis, tais como exigir que os alunos deixem os telemóveis num local designado quando regressam à escola”, disse.
O director da DSEDJ indicou que as escolas concordam que a medida vai reduzir distrações dos alunos e o “tempo excessivo” do uso de telemóveis, evitando que os estudantes usem estes aparelhos durantes as aulas para ver conteúdos não relacionados às actividades pedagógicas.
De acordo com Kong Chi Meng, os locais designados para guardar os telemóveis são cacifos específicos e os alunos podem levantar os seus telemóveis só depois das aulas. No entanto, se se verificar uma situação especial e houver a autorização dos professores, os alunos podem utilizar os dispositivos.
Cerca de 50 escolas já estão equipadas com os equipamentos necessários, como cacifos, para a gestão centralizada dos telemóveis, sendo que a DSEDJ prestará também apoio financeiro às escolas, através do Fundo de Educação, para a aquisição dos referidos equipamentos.
“Cada escola pode ter práticas diferentes. Para as escolas que têm restrições de espaço e não podem instalar os cacifos para telemóveis, podem adaptar-se às suas condições para escolher uma forma diferente de gestão, como malas para guardar o telemóvel instaladas na parede. Não temos uma exigência fixa para a implementação, e o objectivo é evitar que os alunos tenham telemóveis no bolso que afectem a sua aprendizagem”, frisou.
Kong Chi Meng acrescentou que a DSEDJ está a negociar com os principais fornecedores de telecomunicações para lançar planos de telemóveis para estudantes, no âmbito de uma “utilização saudável” dos telemóveis pelos alunos, sendo que alguns fornecedores já prestam serviços semelhantes.
“Depois de aderirem a estes planos, os telemóveis filtrarão automaticamente as páginas electrónicas com conteúdos violentos, discriminatórios e pornográficos, a fim de proporcionar um ambiente de Internet saudável aos jovens”, explicou.
A DSEDJ recorreu aos dados de um relatório internacional para indicar que a utilização de aparelhos informáticos pelos alunos durante uma a duas horas é “adequada e satisfaz as suas necessidades”. O organismo, nesse sentido, forneceu anteriormente às escolas orientações sobre a utilização de equipamento informático e orientações sobre o ensino e a aprendizagem da Internet, servindo como referência durante o trabalho pedagógico. Neste caso, os alunos podem utilizar a Internet de “forma adequada” durante uma média de uma hora por dia e fazer uma pausa após a utilização de aparelhos electrónicos durante 20 minutos.











