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      Homem provocou distúrbios no Consulado enquanto era atendido

      Um homem, residente de Hong Kong com nacionalidade portuguesa, provocou desacatos no Consulado-Geral de Portugal em Macau, destruindo equipamento e material informático e ferindo duas funcionárias. O homem ter-se-á exaltado depois de saber que não poderia repetir um pedido que já tinha dado entrada numa conservatória em Portugal. O indivíduo poderá agora ter de responder pelos crimes de dano e ofensa simples à integridade física.

       

      Um residente de Hong Kong com nacionalidade portuguesa dirigiu-se, na tarde da passada sexta-feira, ao Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong para repetir um pedido que já tinha dado entrada numa conservatória de Portugal. Ao saber que seria ilegal repetir o pedido, o homem exaltou-se e destruiu equipamento e material informático do Consulado, noticiou a TDM Canal Macau. Duas funcionárias ficaram feridas.

      “O indivíduo deslocou-se ao Consulado-Geral, alegando ter dado entrada a dois processos numa conservatória em Portugal e reagiu violentamente à informação de que seria ilegal repetir qualquer pedido, devendo aguardar a conclusão dos processos iniciados na referida conservatória. Os processos em apreço não foram apresentados no consulado geral, nem por nós processados”, descreveu o Consulado, citado pela estação.

      Depois de saber que não havia nada a fazer quanto ao seu pedido, o homem exigiu falar com uma chefe de departamento, ameaçando que, se não conseguisse ver o seu processo resolvido, iria destruir o balcão de atendimento.

      Segundo a TDM, enquanto esperava pela superior hierárquica, o homem, na casa dos 50 anos, terá perdido a paciência e dado um murro no computador através da fresta de atendimento, tendo avançado depois para a zona reservada aos trabalhadores, onde continuou a destruir material do Consulado. De acordo com o relato, o homem não terá agredido directamente as duas funcionárias do Consulado que acabaram por apresentar ferimentos.

      Agentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) foram, entretanto, chamados ao local, onde detiveram o homem. Numa resposta enviada à TDM, a corporação policial explicou que o caso não seguiu para o Ministério Público, mas que o homem poderá responder pelos crimes de dano e ofensa simples à integridade física. Estes dois crimes dependem de queixa para que sejam activados os procedimentos penais. Tanto o crime de dano como o crime de ofensa simples à integridade física são puníveis com pena de prisão até três anos ou com pena de multa.

      Após o incidente, o Consulado lamentou os transtornos causados pelos distúrbios aos utentes e adiantou que estão a ser estudadas medidas para reforçar a segurança das instalações.