DSAT vai lançar novo concurso para táxis para acautelar licenças prestes a caducar

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) está a preparar um novo concurso público para substituir as licenças que vão caducar este ano. As autoridades indicaram também que estão a estudar formas para aumentar a taxa de resposta dos táxis às solicitações.

 

O Governo está a acelerar os trabalhos preparatórios para a realização de um novo concurso público para táxis, de forma a preparar a substituição das licenças que vão caducar este ano, indicou a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), em resposta a uma interpelação escrita do deputado Leong Sun Iok. Os detalhes do concurso ainda não foram divulgados pelas autoridades.

Neste momento operam em Macau cerca de 1.750 táxis. Destes, 300 são especiais. Segundo revelou anteriormente a DSAT, nos primeiros nove meses do ano passado foram recebidas mais de 30 milhões de chamadas de táxis especiais, sendo que a taxa de resposta tem sido baixa. Aliás, a partir dos dados disponibilizados pela DSAT no ano passado, verifica-se que cada táxi especial recebe uma média de 370 solicitações por dia.

Na interpelação, Leong Sun Iok questionava se o Governo tinha planos para promover a chamada de táxis através da internet, uma vez que Hong Kong está a estudar a implementação de diplomas sobre o assunto. Na resposta, a DSAT afirmou que “continuará atenta à actualização legislativa e os trabalhos complementares relacionados com a prestação de serviços de transporte de passageiros por marcação online nas regiões vizinhas”, indicando que vai proceder aos “estudos necessários em tempo oportuno”.

O organismo acrescentou ainda que está a estudar “o número de táxis especiais e formas para aumentar a sua taxa de resposta à chamada, continuando a auscultar as opiniões da sociedade e a apresentar sugestões, no sentido de responder às necessidades dos residentes e turistas”.

No último concurso público para a operação de táxis, foram atribuídas licenças a dez empresas para a operação de um total de 500 veículos. O concurso público causou polémica e foi alvo de queixas por alguns dos candidatos que alegaram falta de transparência do processo. No concurso, quase metade das 40 propostas apresentadas não foram admitidas, e algumas foram aceites e depois rejeitadas. A DSAT admitiu, nessa altura, que recebeu contestação de algumas empresas excluídas, mas reiterou que os procedimentos do acto público de abertura das propostas foram conduzidos de acordo com a lei. A Macau Nova Era Taxi, S.A., subsidiária das empresas estatais China Travel Service (Macau) Limited, ficou no primeiro lugar da lista, com o preço da licença mais elevado, correspondente a 3,8 milhões de patacas.

Recentemente também se ficou a saber que, em Janeiro deste ano, as irregularidades praticadas por taxistas triplicaram, em comparação com o mês homólogo do ano passado.