Um incêndio deflagrou no bloco 5 do Edifício do Lago e obrigou ontem de manhã à retirada de 20 pessoas. Duas residentes, de 79 anos e de 51 anos, que se encontravam semiconscientes, foram encaminhadas para hospital. O fogo terá sido provocado por um curto-circuito numa televisão. O Corpo de Bombeiros enviou 54 bombeiros e 12 viaturas de socorro ao local, admitindo que a avaria dos elevadores, o abastecimento de água e o vento acrescentaram dificuldade ao resgate. O Instituto de Acção Social promete apoio aos residentes envolvidos.
O Edifício do Lago foi alvo de um incêndio ontem de manhã, que obrigou à retirada de 20 moradores e à assistência hospitalar a duas residentes, com idades de 79 anos de 51 anos, que vivem na fracção onde deflagrou o incêndio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as mulheres terão sofrido inalação de fumo e foram encontradas semiconscientes, tendo sido transferidas para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para receber serviços de emergência médica.
O incêndio deflagrou no 7.º andar do bloco 5 do Edifício do Lago e a investigação preliminar das autoridades indica que o acidente terá sido provocado por um curto-circuito num aparelho de televisão na sala de estar da fracção em causa.
O Corpo de Bombeiros foi notificado sobre o incêndio pelas 7h40 e o fogo foi totalmente extinto às 8h55. O apartamento que deu origem ao incêndio tinha cerca de 400 metros quadrados e ficou “completamente destruído”. Outros dois apartamentos vizinhos estavam também envolvidos, um dos quais tem uma porta de madeira queimada e o corredor do andar ficou escurecido devido ao fumo.
Em declarações à Rádio Macau em língua chinesa, Lam Chon Sang, 2.º Comandante do Corpo de Bombeiros, sublinhou que a temperatura do andar era elevada quando os bombeiros chegaram ao local, admitindo que o trabalho de resgate foi dificultado pela avaria nos elevadores, pelo problema de abastecimento de água no local e pela força do vento.
“Inicialmente foi comunicado que o incêndio tinha deflagrado no 10.º andar e realmente foi no 7.º, foi necessário algum tempo para localizar a posição correcta do incidente e, como o elevador estava avariado, a equipa teve de transportar o seu equipamento pelas escadas”, indicou o porta-voz dos Bombeiros. Acrescentou que a porta da fracção em causa estava aberta e, devido ao vento, a temperatura do andar “era bastante elevada”, o que dificultou as operações de salvamento.
“Demorou também algum tempo para tratar o abastecimento de água no local e foram necessários cerca de 15 minutos para abrir a mangueira de incêndio e o fogo foi extinto às 8h55”, disse. O organismo confirmou que foram enviados 54 bombeiros e 12 viaturas de socorro ao local.
Segundo noticiou o canal chinês da Rádio Macau, alguns moradores do prédio indicaram que a campainha de alarme não soou e acabaram por sair depois de ter cheirado o fumo e visto a luz de emergência do corredor.
O Corpo de Bombeiros, no entanto, afirmou que a campainha de alarme soou quando a equipa chegou ao local, mas os moradores de algumas unidades “podem não a ter ouvido devido à sua localização”.
O Edifício do Lago, inaugurado em 2012 na Taipa, é um dos projectos de Habitação Económica do Governo. O Instituto de Acção Social (IAS) garante que está “muito atento” ao incêndio e foram imediatamente enviados ao local assistentes sociais acompanhados dos trabalhadores de várias instituições de serviço social na Taipa, com o objectivo de proporcionar apoio emocional, aconselhamento e outros apoios necessários, de acordo com as necessidades dos residentes. Não foi recebido, até agora, nenhum pedido de serviços de alojamento temporário por parte de residentes envolvidos.
O IAS apela aos residentes com necessidades para ligar para 2826 1126 a fim de obter serviços e apoios adequados. Segundo o organismo, estavam no local trabalhadores dos centros comunitários da União Geral das Associações dos Moradores de Macau, da Federação das Associações dos Operários de Macau e da Associação Geral das Mulheres de Macau, para prestar apoio.











