O Hospital das Ilhas conta neste momento com 260 funcionários e planeia recrutar mais pessoal para chegar aos 700 trabalhadores até ao final de 2025. Além de aumentar o pessoal, a instituição médica deverá começar, a partir da próxima semana, a prestar serviços de estética médica e de vacinação, com vacinas contra a pneumonia e o cancro do colo do útero numa primeira fase.
O Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas deverá ter uma expansão em termos de recursos humanos e espera aumentar o número de funcionários para 700 até ao final do próximo ano.
Actualmente, o Hospital das Ilhas conta com 260 funcionários, incluindo 54 médicos especialistas colocados pelo Peking Union Medical College Hospital e 20 destacados pelos Serviços de Saúde, segundo revelou Wu Wenming, director da instituição médica. O recrutamento está aberto tanto a profissionais locais como do exterior, sendo dada prioridade aos residentes de Macau.
O hospital, que começou a funcionar há quase um ano, tem aberto concursos de recrutamento desde Outubro do ano passado. Recorde-se que a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, tinha avançado que o número de pessoal médico necessário no Hospital Macau Union é idêntico ao do Centro Hospitalar Conde de São Januário, e espera-se que os trabalhos de recrutamento do pessoal médico possam ser finalizados ainda este ano, ou seja, com um total de 400 pessoas.
Consultando o portal da instituição, estão neste momento lançados seis concursos abertos a candidaturas, bem como mais de 20 concursos de contratação que estão em curso e aguardam pela lista classificativa final.
Wu Wenming falou ontem em declarações a uma delegação de jornalistas do interior da China, Hong Kong e Macau que foram convidados para realizar uma cobertura noticiosa sobre o 25.º aniversário da RAEM. Citado pelo Jornal Ou Mun, o responsável anunciou que o Centro Médico Internacional, do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas – Centro Médico de Macau do Peking Union Medical College Hospital, deverá iniciar a prestação de serviços de estética médica e de vacinação ao público a partir da próxima semana, servindo assim os utentes locais, da China continental e internacionais.
“Macau tem a vantagem de ter um sistema farmacêutico, com uma política mais aberta em relação à introdução de novos medicamentos. Podemos oferecer administração de algumas das vacinas que não estão actualmente registadas no interior da China, mas que já são utilizadas na Europa e nos Estados Unidos, tais como as vacinas para a prevenção do cancro do colo do útero, pneumonia e herpes-zóster, entre outros”, destacou. O médico, neste caso, considera que esta vantagem pode trazer clientes do interior da China para Macau no âmbito da procura de serviços de cuidados de saúde.
O porta-voz do hospital referiu ainda que todo o equipamento do Centro Médico Internacional está em conformidade com as normas da Europa e dos Estados Unidos, podendo fornecer serviços cómodos aos pacientes, “beneficiando o desenvolvimento do sector de ‘Big Health’” de Macau. De acordo com Wu Wenming, o serviço de exame médico do Hospital das Ilhas também começou a ser testado e espera-se que entre em funcionamento até ao final deste ano, enquanto os serviços de internamento hospitalar e de tratamento, incluindo de cirurgia, serão lançados no Centro Médico Internacional “quando estiverem reunidas as condições necessárias”, indicou o médico.
Na mesma linha, Wu Wenming realçou que a instituição está actualmente a prestar serviços gratuitos de consultas externas de 25 especialidades aos residentes pacientes transferidos pelos Serviços de Saúde. O Hospital das Ilhas planeia, até ao final deste ano, introduzir serviços médicos de cirurgias de baixo risco e serviços de internamento, “e irá transformar-se gradualmente num centro médico com a direcção de desenvolvimento que integra tratamento médico, ensino, investigação científica e formação profissional”, observou.











