Ao longo dos primeiros nove meses do ano, o valor das exportações de mercadorias foi de 9,99 mil milhões de patacas, ou seja, mais 5% face ao mesmo período do ano passado. Em sentido contrário, o valor importado de mercadorias foi de 95,2 mil milhões de patacas, ou seja, menos 9,6% relativamente a 2023.
Ao passo que as exportações têm vindo a crescer, as importações têm caído. É o que mostram as estatísticas do comércio externo de mercadorias referentes aos primeiros três trimestres deste ano.
Segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o valor exportado de mercadorias no período em análise foi de 9,99 mil milhões de patacas, ou seja, mais 5% comparativamente com o período homólogo do ano transacto. Já o valor importado de mercadorias ao longo dos primeiros três trimestres do ano foi de 95,22 mil milhões de patacas, menos 9,6% em termos anuais.
Estes números significam que o valor total do comércio externo durante este período foi de 105,2 mil milhões de patacas, menos 8,4% face aos 114,88 mil milhões registados no mesmo período de 2023. O défice da balança comercial nos três primeiros trimestres do corrente ano cifrou-se em 85,23 mil milhões de patacas, menos 10,62 mil milhões de patacas, face ao período homólogo do ano anterior.
A DSEC destaca que os valores exportados para Hong Kong (7 mil milhões de patacas) registaram um aumento residual de 0,3%. Já os valores das exportações para os países inseridos no projecto “Uma Faixa, Uma Rota” (570 milhões de patacas) e para a União Europeia (166 milhões de patacas) sentiram aumentos mais significativos, de 57,9% e de 39,9%, respectivamente, face aos primeiros três trimestres de 2023. Todavia, os valores exportados de mercadorias para o interior da China (594 milhões de patacas) e para os Estados Unidos da América (230 milhões de patacas) caíram 13,5% e 36,1%, respectivamente.
Analisando por mercadorias, exportaram-se 1,17 mil milhões de patacas de produtos têxteis e vestuário e 8,82 mil milhões de patacas de produtos não têxteis, mais 13,5% e 4%, respectivamente, em termos anuais.
Já os valores importados de mercadorias produzidas no interior da China (28,41 mil milhões de patacas), na União Europeia (28,07 mil milhões de patacas) e nos países da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” (21,67 mil milhões de patacas) nos três primeiros trimestres deste ano baixaram 2,9%, 17% e 7,5%, respectivamente, face ao idêntico período do ano passado. Contudo, o valor importado de mercadorias produzidas no Japão (6,73 mil milhões de patacas) aumentou 4,9%.
Os dados da DSEC mostram que a maioria dos valores das mercadorias importadas vieram de Hong Kong (74,29 mil milhões de patacas), tendo, ainda assim, descido 13,1%, em termos anuais, enquanto o do interior da China (15,84 mil milhões de patacas) cresceu 4,3%.
Analisando por mercadorias, importaram-se 67,91 mil milhões de patacas de bens de consumo, menos 15,3%, em termos anuais. Salienta-se que os valores importados de alimentos e bebidas (16,08 mil milhões de patacas), de vestuário e calçados (9,31 mil milhões de patacas) e de joalharia em ouro (7,69 mil milhões de patacas) desceram 11,5%, 4,4% e 27,2%, respectivamente. O valor importado de combustíveis e lubrificantes (6,05 mil milhões de patacas) subiu 13,9%, contudo, os valores importados de telemóveis (2,59 mil milhões de patacas) e de materiais de construção (1,59 mil milhões de patacas) diminuíram 28,9% e 29,3%, respectivamente.
A DSEC diz ainda que no passado mês de Setembro se exportaram mil milhões de patacas de mercadorias, menos 14,1% em comparação com Setembro de 2023.











