Suspeito de burla fica em prisão preventiva

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CREDITOS RODRIGO DE MATOS

Um homem do interior da China, suspeito de realizar burlas telefónicas, ficou em prisão preventiva, de forma a evitar que fuja de Macau e para evitar a continuação da prática da actividade criminosa, informou o Ministério Público.

Há dias, recorde-se, a polícia descobriu mais um caso de burla telefónica conhecido como “Adivinha quem sou eu” e deteve um homem do interior da China suspeito de se ter deslocado a Macau para receber dinheiro resultante de uma burla.

Segundo o que foi apurado pelas autoridades, os membros de uma associação criminosa fizeram-se passar por familiares de dois ofendidos idosos através de chamadas telefónicas, alegando falsamente que precisavam de dinheiro para a indemnização pela ofensa à integridade física de outra pessoa. Durante o decurso dos factos, um membro, em nome de advogado, foi receber o dinheiro burlado, e posteriormente, a associação criminosa voltou a telefonar aos dois ofendidos, solicitando-lhes que preparassem mais dinheiro em numerário para o pagamento de indemnização, sendo que, um dos ofendidos suspeitou de ter sido burlado e participou o sucedido à polícia.

Neste inquérito, os dois ofendidos entregaram um montante total de cerca de 186 mil patacas ao arguido que se fez passar por advogado. Actualmente, o falso advogado que recebeu o dinheiro burlado foi detido enquanto os demais indivíduos envolvidos ainda continuam sob investigação. O arguido está, assim, indiciado pela prática dos crimes de burla de valor consideravelmente elevado, burla de valor elevado e burla. O homem arrisca uma pena que pode ir até aos dez anos de prisão.

Assim, o Juiz de Instrução Criminal, sob a promoção do Delegado do Procurador titular do inquérito, aplicou-lhe a medida de coacção de prisão preventiva, no sentido de se evitarem a sua fuga de Macau, a continuação da prática de actividade criminosa da mesma natureza e a perturbação da ordem processual e tranquilidade social.

Em comunicado, o Ministério Público assinala que, entre Setembro de 2023 e Agosto de 2024, foram autuados 1.275 inquéritos e deduzidas 18 acusações pela prática da burla telefónica, tendo sido acusados 42 arguidos e aplicada a 12 arguidos a medida de prisão preventiva.

O organismo volta a apelar aos cidadãos para que, ao receberem uma chamada a solicitar pagamento ou transferência de dinheiro, confirmem a veracidade dessa chamada ou mensagem junto dos seus familiares e amigos ou das entidades oficiais.