A Fundação Macau deu luz verde a quase 700 pedidos de apoio financeiro no segundo trimestre deste ano, tendo concedido uma verba de subsídio superior a 198 milhões de patacas, um aumento de 3% em relação ao trimestre anterior. Tal como no primeiro trimestre do ano, a União Geral das Associações dos Moradores de Macau continua a ser a entidade que recebeu mais subsídios. Já a Fundação Escola Portuguesa de Macau obteve 3,6 milhões de patacas em apoios financeiros, depois de 4,5 milhões de patacas no trimestre anterior.
Os apoios financeiros da Fundação Macau chegaram a mais de 400 entidades e individuais no segundo trimestre deste ano e a cobrir quase 700 pedidos de subsídio. De acordo com a lista de apoio financeiro mais actualizada, a Fundação Macau atribuiu um valor total de apoio financeiro de 198,8 milhões de patacas entre Abril e Junho, 3,2% mais em comparação com o trimestre anterior, de uma verba de 192,5 milhões de patacas.
No entanto, o montante total registado no segundo trimestre representa também uma diminuição significativa de 27,8% face ao período homólogo do ano passado, altura em que o organismo aprovou um subsídio de 275,6 milhões de patacas.
Os números foram divulgados na plataforma de divulgação pública das informações de apoio financeiro público, da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos. Segundo o cálculo, a Fundação Macau já concedeu 391,3 milhões de patacas de apoio financeiro entre Janeiro e Junho deste ano, o que equivale a um crescimento anual de 14% em relação ao primeiro semestre de 2023.
A Fundação Escola Portuguesa de Macau recebeu um montante de apoio financeiro de 3,6 milhões de patacas, no âmbito de subsídio para actividades e projectos. Recorde-se que a mesma fundação obteve igualmente 4,5 milhões de patacas como apoio financeiro no trimestre anterior.
Em relação às principais associações de matriz portuguesa, a Casa de Portugal em Macau recebeu uma verba de 3,4 milhões de patacas, das quais 2,6 milhões são dedicadas ao funcionamento da entidade e 844 mil para a realização de actividades.
A Fundação Macau concedeu à Associação dos Macaenses um apoio financeiro de 445 mil patacas, ligeiramente superior ao valor do trimestre anterior, enquanto a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses recebeu 275 mil de patacas. Já o Conselho das Comunidades Macaenses acumulou um subsídio de 2,9 milhões de patacas, 2,6 milhões dos quais foram um apoio para o Encontro das Comunidades Macaenses. A Associação dos Jovens Macaenses, por sua vez, angariou 106 mil patacas de subsídio para actividades.
Durante o referido período, a União Geral das Associações dos Moradores de Macau recebeu um montante total de mais de 19,2 milhões de patacas como apoio financeiro, sendo quase 10% do valor total de concessão de apoio da Fundação Macau no segundo trimestre. Nesse sentido, os Moradores continuam a ser, como no trimestre anterior, a entidade que angariou mais subsídios.
A lista explicou que 425 mil patacas foram dadas aos Moradores no âmbito do plano de apoio financeiro para intercâmbio, 2,8 milhões de patacas para actividades comunitárias, e 316 mil patacas para projectos académicos. Os Moradores obtiveram ainda 3,8 milhões referentes à primeira prestação de subsídio para o “Apoio Financeiro para a Visita de Um dia a Hengqin – Sentimento de Amor por Hengqin e Macau, acção comemorativa do 75.º aniversário da República Popular da China, do 25.º aniversário da Região Administrativa Especial de Macau e do 3.º aniversário da criação da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, em Hengqin”. Além disso, a Fundação Macau atribuiu à associação 11,7 milhões de patacas como despesas de funcionamento. A Associação dos Moradores, recorde-se, recebeu 16,87 milhões de patacas nos primeiros três meses deste ano.
Uma outra associação tradicional na comunidade chinesa da região, a Federação das Associações dos Operários (FAOM), ficou no segundo lugar das entidades com mais apoios financeiros. O valor total dos subsídios para o segundo trimestre ultrapassou 15 milhões de patacas. Para além da assistência às despesas para o funcionamento da associação, de 10 milhões, a Fundação Macau canalizou apoios à FAOM para a realização de 47 actividades de intercâmbio e comunitárias, bem como 12 projectos académicos.











