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      Início Economia JLL prevê que recuperação do mercado imobiliário continue modesta em 2024

      JLL prevê que recuperação do mercado imobiliário continue modesta em 2024

      A agência de consultadoria imobiliária JLL diz que, à semelhança do ano anterior, 2024 vai continuar a ser um ano em que os investidores vão permanecer cautelosos, uma vez que as taxas de juro continuam elevadas. Oliver Tong, director-geral da JLL, considera até que as medidas de apoio do Governo na compra de segundas casas não tem surtido bom efeito.

       

      A sucursal de Macau e Zhuhai da empresa de consultadoria imobiliária Jones Lang Lasalle (JLL) acaba de publicar o seu relatório anual de análise do mercado imobiliário da RAEM, reconhecendo que, apesar da recuperação económica em 2023, o sector ainda está sob pressão devido às elevadas taxas de juro e outros factores. Marc Wong, director de consultadoria de valores e riscos, comentou que os juros elevados estão a fazer com que os investidores permaneçam cautelosos quanto a investimentos imobiliários, o que levou a que agora existam no mercado mais activos depreciados disponíveis para venda, o que, por seu turno, faz com que o valor dos imóveis seja pressionado a descer. O responsável indicou ainda que em relação a 2024, “o mercado prevê que o ciclo das taxas de juro dos EUA atinja o seu pico, e que a Reserva Federal comece a reduzir as taxas no segundo semestre do ano”, mas ainda assim, devido ao “ambiente externo volátil”, espera-se que a trajetória do mercado imobiliário se assemelhe à do ano anterior, declarou.

      Oliver Tong, director-geral da JLL recordou as recentes medidas adoptadas pelo Governo de Macau de isenção de 5% de imposto de selo na compra de segundas habitações e do novo limite unificado de 70% de rácio empréstimo/valor para imóveis residenciais. Estas medidas, comentou, “poderão ajudar a aliviar os encargos dos residentes na compra de novas propriedades”, no entanto, o cancelamento do regime de crédito hipotecário para os jovens que compram casa pela primeira vez criou uma pressão sobre as casas com preços iguais ou inferiores a 8 milhões de patacas, isto porque a “redução do rácio empréstimo/valor afectou a sua acessibilidade”, explicou. Isto levou a que se esteja agora a assistir a uma descida acelerada dos preços das unidades residenciais de pequena e média dimensão e dos edifícios de habitação, o que, por seu turno, faz com que as pessoas que querem adquirir novos imóveis após vendas dos antigos tenham menos fundos disponíveis para o fazer, alertou. Toda a situação não contribuiu para estimular as transacções no mercado imobiliário, avalia o especialista. “O Governo deveria considerar a possibilidade de levantar totalmente as medidas de arrefecimento para salvar o frágil mercado imobiliário”, recomendou.

      No mesmo relatório da JLL recordou-se que as transacções no mercado do imobiliário residencial desceram 1,3% em 2023 e que as actividades de venda de novos imóveis residenciais foram “lentas, com apenas 71 transacções de pré-venda registadas em 2023”, sendo que a maioria das novas transacções foi impulsionada pelos preços de venda “atractivos” no Lohas Park, em Coloane, tendo sido vendidas 69 unidades. Também se recordou as vendas de fracções no projecto do Novo Bairro de Macau em Hengqin, que seguiram as “expectativas do mercado”, com a previsão de venda de mil apartamentos.

      A análise da JLL lembrou ainda que o regresso dos trabalhadores expatriados ao mercado de trabalho de Macau tem estimulado o sector do arrendamento residencial. De acordo com o Índice de Propriedade de Macau da JLL, as rendas dos apartamentos de luxo aumentaram 16,3% em 2023, enquanto as rendas dos apartamentos residenciais de massas cresceram 19,4% em termos anuais.

       

      Preços médios de casas desceram 3,8% no último trimestre de 2023

       

      Os Serviços de Estatística e Censos (DSEC) divulgaram o índice de preços da habitação do período entre Outubro e Dezembro do ano passado, revelando que, em relação a 2022, este desceu 3,8%. Quanto aos índices de preços de habitações construídas e de habitações em construção, estes caíram 3,4% e 4%, respectivamente. Analisando ainda estes valores comparativamente ao trimestre anterior, o índice global de preços da habitação no quarto trimestre de 2023 desceu 3,7% face ao registado no terceiro trimestre, destacou ainda o comunicado da DSEC.