Li Hongzhong, vice-presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN), está a participar na VI Conferência Ministerial do Fórum de Macau, e, no discurso de abertura, desafiou os países de língua portuguesa a reforçarem o seu intercâmbio com a República Popular da China.
Na cerimónia de abertura da VI Conferência Ministerial do Fórum de Macau, Li Hongzhong convidou os países de língua portuguesa a aprofundarem as suas relações comerciais com a República Popular da China. “Mais países de língua portuguesa são bem-vindos a participar na iniciativa ‘faixa e rota’. Com foco na interconectividade, vamos realizar mais cooperação prática e oferecer uma nova plataforma para a cooperação económica internacional”, afirmou o vice-presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN).
“Estamos dispostos a trabalhar para mais acordos de livre comércio e de protecção de investimentos com mais países de língua portuguesa, para tornar o mercado mais aberto, importar mais produtos dos países de língua portuguesa e elevar o nível de facilitação de comércio e de investimento”, referiu o responsável, acrescentando que a China está disposta a “construir zonas de cooperação económica e comercial e parques industriais nos países de língua portuguesa interessados”.
O objectivo é, explicou Li Hongzhong, “criar em conjunto plataformas de investimento e de cooperação empresarial, reforçar a cooperação nas áreas como infraestrutura, telecomunicações, energia, agricultura e recursos naturais para modernizar o desenvolvimento económico”.
Li sublinhou que a China tem interesse em trabalhar mais com os países lusófonos também como forma de “reforçar o papel de Macau como plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa, reforçar a construção do centro de distribuição de produtos alimentares dos países de língua portuguesa e centro de serviços comerciais para as pequenas e médias empresas e centro de convenções e exposições para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa”.
O responsável de Pequim sublinhou que a China pretende “promover o acesso da exposição económica e comercial China-países de língua portuguesa, apoiar Macau no desenvolvimento do comércio electrónico e facilitar o acesso de produtos e serviços dos países de língua portuguesa à China”.
“Vamos trabalhar juntamente com os países de língua portuguesa para enriquecer o conteúdo da plataforma de serviços, ampliar os serviços da plataforma em áreas como financeira, científica e tecnológica e cultural para apoiar a nossa cooperação nas áreas emergentes”, concluiu Li Hongzhong.
A VI Conferência Ministerial do Fórum de Macau termina hoje e vai incluir a assinatura do novo plano de acção do organismo, mais conhecido como Fórum de Macau, até 2027. O documento vai abranger novas áreas, como economia digital, comércio electrónico, desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas, entre outras.











