Edição do dia

Sábado, 18 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
26.9 ° C
28.9 °
26.9 °
78 %
3.1kmh
40 %
Sáb
27 °
Dom
25 °
Seg
24 °
Ter
24 °
Qua
24 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioSociedadeGoverno proíbe importação de talheres de plástico a partir do próximo ano

      Governo proíbe importação de talheres de plástico a partir do próximo ano

      A partir do próximo ano, vai ser proibido importar facas, garfos e colheres de plástico, não biodegradáveis. A medida junta-se a uma série de normas amigas do ambiente que têm vindo a ser implementadas desde 2019, que vão desde a cobrança de uma pataca por cada saco de plástico à proibição de importação de palhinhas de plástico.

       

      O Governo vai proibir a importação de facas, garfos e colheres, não-biodegradáveis e descartáveis, de plástico a partir do próximo ano. A medida foi publicada ontem em Boletim Oficial, num despacho assinado pelo Chefe do Executivo. A medida tem a “finalidade de garantir a qualidade do ambiente de Macau”, indica em comunicado a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), que acrescenta que o Governo tem promovido medidas de restrição ao uso de plástico.

      Esta norma, que entra em vigor a 1 de Janeiro de 2023, foi estruturada na sequência da implementação de medidas de controlo de utensílios de mesa descartáveis de esferovite e de palhinhas e agitadores de bebidas, não-biodegradáveis e descartáveis, de plástico, e depois de feita uma análise extensiva à situação real em Macau e de tomadas como referência as experiências de outras regiões, bem como após comunicação com as associações comerciais e sectores relevantes e de ouvir as suas opiniões, diz o Governo.

      A DSPA diz ainda que irá realizar uma sessão de apresentação para explicar melhor esta proibição de importação de talheres de plástico junto do sector, “de modo a garantir a implementação efectiva das medidas de controlo”, lê-se no comunicado.

      A proibição de importação de talheres já tinha sido aventada pelo Governo e originalmente a intenção era implementar a medida ainda no segundo semestre deste ano. Em Fevereiro, Ip Kuong Lam, subdirector da DSPA, tinha dito que as investigações preliminares do organismo concluíam que existem alternativas aos talheres de plástico no mercado local e que alguns restaurantes subordinados às operadoras de jogo já substituíram esses utensílios pelos de madeira ou papel, o que, na opinião da DSPA, mostrava que Macau já reúne condições para a implementação da referida política.

      Há precisamente um ano, o Governo já tinha anunciado a proibição da importação e circulação de palhinhas de plástico e agitadores de bebidas não-biodegradáveis e descartáveis. Esta proibição entrou em vigor a 1 de Janeiro deste ano. Em Fevereiro, Ip Kuong Lam tinha indicado que mais de 70% dos restaurantes e lojas já utilizavam palhinhas e agitadores “amigos do ambiente”.

      Além disso, ainda em 2019, o Governo implementou a lei das restrições ao fornecimento de sacos de plástico, que estipula que os estabelecimentos comerciais devem cobrar um valor fixado de uma pataca por cada saco de plástico fornecido no acto de venda a retalho.

       

      PONTO FINAL