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      Autoridades prevêem que pico no número de infectados com Covid-19 seja dentro de um mês

      Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, está a prever que a situação epidémica atinja o pico do número de casos positivos em três ou quatro semanas, a contar do alívio das restrições. O responsável admitiu que Macau já não tem a política de zero casos como objectivo. Ontem também se registou o falecimento de uma idosa de 80 anos, infectada e não vacinada, este foi o sétimo caso morte relacionado com a Covid-19 em Macau.

      O território entrou ontem na segunda fase de transição da prevenção e controlo da epidemia, com a implementação das medidas de isolamento e tratamento domiciliário dos infectados. De acordo com o director dos Serviços de Saúde, Alvis Lo, estima-se que o número de casos confirmados atingirá o seu pico daqui três ou quatro semanas, após o actual relaxamento das restrições.

      “Tendo como base a situação e os dados dos novos casos em diferentes sítios, as estatísticas mostram que o pico da pandemia será normalmente na terceira ou quarta semana. Obviamente ainda não chegámos ao pico da situação epidémica. Mas o melhor é que agora o Governo, as instituições, as famílias e os indivíduos tenham tempo suficiente para se prepararem completamente para enfrentar um maior número dos doentes”, frisou.

      Alvis Lo, que voltou a salientar ontem no programa da manhã da Rádio Macau que uma das características da variante Ómicron é que mais de 90% dos infectados são assintomáticos ou com sintomas leves, apontou que o número actual de casos positivos em Macau é considerado “estável”.

      Admitindo que a actual meta dos trabalhos relativos à pandemia já não é de “zero caso”, Alvis Lo referiu que os cidadãos não precisam de realizar testes a menos que entrem em locais específicos e sob requisitos especiais, pelo que o número real de infecções poderá ser maior.

      “O objectivo geral da política de prevenção epidémica de Macau segue a direcção da China. Actualmente, o objectivo não é zero casos, mas a estabilidade social, saúde da população e o funcionamento normal do sistema médico. Acredito que Macau vai superar isso tudo com trabalho em conjunto”, afirmou.

      O responsável lançou de novo o apelo à vacinação. Uma vez que já não vai haver um número preciso dos casos, “os cidadãos devem assumir que as pessoas ao seu redor e os locais têm risco de infecção, e devem aproveitar o tempo para se vacinar”.

      Sendo assim, ao enfatizar que o número de infecções diárias em Macau não reflecte a gravidade real da epidemia e, no interior da China, a Comissão Nacional de Saúde cancelou a divulgação do número dos casos assintomáticos, Alvis Lo revelou que as autoridades também vão analisar a forma de actualização da situação pandémica.

      Embora a cidade esteja a passar por um alívio das medidas, as restrições fronteiriças com o exterior mantêm-se, e o director dos Serviços de Saúde reiterou que está em vigor a quarentena de “5+3” para pessoas que venham do estrangeiro, mas garantiu que o organismo está a estudar a melhoria das políticas.

      Além disso, Alvis Lo, citado pela Rádio Macau, afirmou que não há neste momento quaisquer restrições na saída de Macau para pessoas infectadas e com código vermelho, ou seja, não estão impedidos de embarcar em voos para o exterior.

       

      MORREU IDOSA INFECTADA E NÃO VACINADA

      Macau registou o sétimo caso de morte após infecção por Covid-19. Trata-se de uma doente de 80 anos de idade, não vacinada, e que tinha historial de doenças crónicas de hipertensão, diabetes, doenças coronárias e cardíacas.

      De acordo com uma nota do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, a idosa testou positivo no teste de ácido nucleico na segunda-feira, e foi enviada, na terça, ao Centro de Tratamento Comunitário no Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental para tratamento médico.

      Embora estivesse com hipoglicemia e baixa consciência à chegada, as condições da senhora melhoraram após o tratamento médico, sendo, posteriormente, encaminhada para o Centro Clínico de Saúde Pública. No entanto, pelas 19h20 do mesmo dia, detectou-se que a doente não tinha reacção nem batimento cardíaco. Os profissionais médicos procederam à reanimação cardiopulmonar, mas sem resultado. O óbito foi declarado às 19h54.

      Alvis Lo, reagindo ao caso, refutou que tenha havido atraso no encaminhamento da idosa inconsciente ao hospital, explicando que o processo de tratamento dos casos positivos adopta uma triagem de 4 níveis, sendo feita avaliação na Nave Desportiva e depois tomada a decisão de transferência ao hospital ou isolamento domiciliário. O director dos Serviços de Saúde acredita que não houve erro no procedimento e disse que a triagem é eficaz, tendo, até às 10h30 de ontem, 580 pessoas feito a marcação para os postos comunitários de consulta externa.

       

      Aulas suspensas só para turmas com quatro casos ou mais

      A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude anunciou um ajustamento à medida da suspensão das aulas relativa à detecção de casos positivos na escola. Prevê-se que, caso numa turma exista quatro ou mais novos casos confirmados dos alunos num dia escolar, a referida turma suspenderá as aulas presenciais por cinco dias. Pelo contrário, quando numa turma existirem menos de quatro casos de estudantes infectados num dia escolar, apenas os alunos doentes ficam dispensados de regressar à escola, enquanto os outros alunos continuam a frequentar as aulas. Relativamente aos alunos cujas aulas foram suspensas devido às medidas anteriores, podem agora regressar à escola com resultado negativo nos dois testes rápido ou de ácido nucleico diários.