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      InícioSociedadeClínicas veterinárias preveem aumento do custo de operações

      Clínicas veterinárias preveem aumento do custo de operações

      Devido à entrada em vigor da nova lei, as clínicas veterinárias em Macau preveem que o custo de operações de negócio vá aumentar, podendo até duplicar. O aumento do custo está relacionado com os recursos humanos, mas também a realização obrigatória das obras de remodelação do espaço, e eventual mudança do local de actividade comercial de animais.

       

      As clínicas veterinárias de Macau admitem que o custo de operação das suas actividades vai subir uma vez que a entrada em vigor da nova lei relacionada com o serviço prestado a animais exige ajustamentos dos negócios. Nesse sentido, o custo de veterinários poderá vir também a ser aumentado no futuro.

      A lei do atendimento clínico veterinário e da actividade comercial de animais começou a produzir efeito no dia 1 de Abril, visando estabelecer o registo de acreditação profissional, inscrição e disciplina dos médicos veterinários, bem como regular o licenciamento e fiscalização das clínicas veterinárias como estabelecimentos de actividades comercial de animais.

      Ao abrigo do diploma, nenhum estabelecimento pode exercer, simultaneamente, as actividades de atendimento clínico veterinário e a actividade comercial de animais. Já os estabelecimentos de actividade comercial de animais não podem estar instalados em bens imóveis destinados a habitação, indústria, instalações públicas ou estacionamento de veículos.

      Citado pelo canal chinês da Rádio Macau, um residente de apelido Sou, responsável de uma clínica veterinária num prédio industrial que também presta serviços de alojamento e de cuidados de animais, afirmou que, com a nova lei, é necessário avançar com obras de remodelação do interior e mudança de local de uma parte de negócio. “O custo do negócio vai aumentar. Acredito que possa até duplicar o custo”, afirmou Wong, frisando que as obras vão afectar o negócio.

      O responsável detalhou que, para uma clínica veterinária, nas instalações é obrigatório ter uma banheira para animais, com a qual a sua clínica não está actualmente equipada. “A altura da sala deve ser de 2,6 metros, ainda falta um pouco para o nosso espaço satisfazer essa exigência, pelo que teremos de fazer algumas obras”, explicou.

      Para o serviço de cuidados de beleza, Wong frisou que terá de procurar um novo espaço, como uma loja de rua, salientando que “uma loja na rua exige mais funcionários e a renda dos espaços é mais elevada”. Sobre o serviço de alojamento temporário para animais de estimação, o responsável disse que o negócio dependerá de o projecto poder ser aprovado pelas autoridades competentes para obter a licença.

      O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) tinha previamente adiantado que existem agora cerca de 140 clínicas veterinárias em Macau, e acredita que “a maioria poderá continuar a operar depois de se adaptar à lei durante o período de transição”, estimando que menos de 10% das actuais clínicas não conseguirão cumprir as condições previstas na nova lei. Está previsto ainda que os estabelecimentos em causa podem requerer uma licença temporária, após a qual serão autorizados a prosseguir as suas actividades durante dois anos no prazo de 300 dias após a entrada em vigor da lei, sendo depois autorizados a continuar as suas actividades durante dois anos.

      A legislação prevê, neste caso, que em cada estabelecimento deve existir, pelo menos, um médico veterinário titular de cartão de inscrição válido. Sou disse concordar com a estipulação legal e referiu que há quatro ou cinco veterinários da sua clínica que terão de se submeter a procedimentos relativos.

      Por outro lado, um outro proprietário de um estabelecimento de cuidados de beleza de animais considerou que a nova lei pode ajudar a melhorar o padrão de higiene das instalações para animais e a qualidade geral dos serviços veterinários, mas admitiu que isso impõe a necessidade de contratar mais pessoal de recepção para acompanhar o registo de animais no futuro, sobre a situação de vacinação e renovação do chip, o que fará com que o tempo de serviço se prolongue. “Há mais controlo e está a proteger rigorosamente o público, os animais de estimação e as lojas”, apontou.