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      Macau alarga exigência de vacinação a pessoas vindas de Hong Kong e Taiwan

      Autoridades sanitárias do território reiteraram que só entra em Macau sem certificado de vacinação quem vier da China continental. Ao mesmo tempo, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus relembra que são reconhecidas todas as vacinas contra a Covid-19 aprovadas pelas autoridades de saúde de todo o mundo.

       

      Macau vai exigir, a partir de 21 de Fevereiro, um certificado de vacinação a pessoas maiores de 12 anos vindas de Hong Kong e Taiwan, uma medida que já se aplicava a passageiros de voos internacionais.

      Segundo um comunicado do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, divulgado ontem, os passageiros terão de comprovar que já receberam pelo menos duas doses de vacinas contra a Covid-19 há pelo menos 14 dias e que a última dose foi administrada, no máximo, há sete meses. Em alternativa, os viajantes poderão apresentar um certificado médico a confirmar que não podem receber a vacina contra a Covid-19.

      As pessoas vindas de Hong Kong terão ainda de submeter-se a uma quarentena de 14 dias dentro de um quarto de hotel, um período que sobe para 21 dias para passageiros vindos de Taiwan.

      A partir de 21 de Fevereiro, Macau só permitirá a entrada de pessoas vindas da China continental sem certificado de vacinação. O território já tinha imposto, a 24 de Janeiro, a exigência de um certificado de vacinação a “indivíduos provenientes de outras regiões fora da China”. Aos viajantes da China continental, não é exigida quarentena ou certificado de vacinação, bastando a apresentação de teste negativo à Covid-19.

      As autoridades sanitárias acrescentaram ainda que são reconhecidas todas as vacinas contra a Covid-19 aprovadas pelas autoridades de saúde de todo o mundo. Dessa forma, relativamente ao esquema vacinal primário, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus esclarece que a maioria das vacinas contra a Covid-19 disponíveis nos diversos países fica completo com a administração de duas doses da vacina. Em alguns casos há vacinas que são consideradas com o esquema vacinal primário completo apenas com uma dose, como é o caso da vacina da Janssen-Cilag (Janssen-Cilag COVID Vaccine) ou a vacina de vírus vector – adenovírus CanSinoBIO (CanSinoBIO Convidecia), bem como as três doses no caso da inoculação de vacinas de subunidades (fragmentos da proteína “Spike”) Zhifei Longcom (Zhifei Longcom ZIFIVAX).

      O mesmo comunicado refere ainda que “aqueles que tenham completado a última dose do esquema vacinal primário há mais de sete meses, devem receber uma dose de reforço para atender aos requisitos”.

      De igual modo, as pessoas que por motivos de saúde ou de políticas locais que não possam apresentar o certificado de vacinação que satisfaçam os requisitos exigidos pelas autoridades de Macau “devem apresentar um certificado médico local ou documento comprovativo emitido pela autoridade sanitária, no momento do embarque em meios de transporte civil, provenientes de Hong Kong ou de Taiwan, com destino à RAEM”.

      O território, que tem seguido a política de zero casos de Covid-19, impõe quarentenas de regresso que podem chegar a 28 dias dentro de um quarto de hotel e não permite sequer a entrada a quem teve a doença nos últimos dois meses.

      Recorde-se que as autoridades de Macau também anunciaram que, igualmente a partir de 21 de Fevereiro, os funcionários e os alunos do ensino superior serão obrigados a ter duas doses da vacina contra a Covid-19 para entrarem nestas instituições.

       

       

      Cerca de 90 mil pessoas já receberam três doses da vacina contra a Covid-19

      Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 1.067.656 doses de vacinas contra a Covid-19. 514.290 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 30.406 indivíduos e 394.653 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses. 89.231 pessoas já foram vacinadas com a terceira dose. A percentagem da população vacinada com, pelo menos, uma dose da vacina, é de 75,29%. Nas últimas 24h, ocorreram quatro notificações de eventos adversos (quatro eventos adversos ligeiros e nenhum grave, tendo sido um caso relacionado com a vacina inactivada da chinesa Sinopharm e três casos da vacina mRNA da germânica BioNTech). Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 4.247 notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (4.235) considerados adversos ligeiros e apenas 12 graves.

       

      Mais um caso de infecção assintomática chega a Macau

      Um residente de Hong Kong, de 46 anos, trabalhador não residente em Macau, entrou no território, proveniente da região administrativa especial vizinha no dia 15 de Fevereiro, e no teste de ácido nucleico, realizado ontem, revelou resultado positivo à Covid-19, tendo sido classificado como caso importado de infecção assintomática. O indivíduo administrou duas doses da vacina de mRNA, em Outubro e Novembro do ano passado. Na terça-feira, às 20h10, apanhou o autocarro de ligação dos postos fronteiriços da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau que partiu de Hong Kong. Ao entrar Macau, efectuou um teste de ácido nucleico por colheita de amostra por zaragatoa nasofaríngea e foi encaminhado para o Regency Art Hotel para observação médica. O resultado do teste foi positivo, tendo sido transferido para o Centro Clínico de Saúde Pública, situado no Alto de Coloane, para isolamento e tratamento.

       

      G.L.P.

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      Redacção do Ponto Final Macau