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      InícioSociedadeBibliotecas públicas estão a atrair mais residentes

      Bibliotecas públicas estão a atrair mais residentes

      As bibliotecas públicas em Macau receberam 2,54 milhões de visitas no ano passado, sendo que o aumento de entradas, em termos anuais, foi de quase 30%. Registaram-se ao mesmo tempo mais requisições de livros e materiais multimédia, bem como um maior número de novos leitores inscritos. O Instituto Cultural garante que vai adquirir mais livros, consoante a preferência dos leitores, e acrescentar recursos electrónicos para facilitar a leitura online.

       

      O Instituto Cultural (IC) assume que a tendência de utilização das bibliotecas públicas entre os cidadãos está a aumentar, tendo em conta o acréscimo significativo no número registado de entradas, empréstimos e inscrição de leitores no ano passado.

      De acordo com os dados avançados pelo organismo no Fórum Macau, programa do canal chinês da Rádio Macau, as bibliotecas públicas receberam em 2023 um total de 2,54 milhões de visitas, representando um crescimento de 28,5% em relação ao ano anterior. Quanto a Janeiro e Fevereiro deste ano, foram registadas 240 mil e 180 mil entradas, respectivamente, o que totaliza 420 mil visitas nos dois primeiros meses de 2024, ou seja, um aumento de 27% face ao período homólogo de 2022.

      Loi Chi Pang, chefe do Departamento de Gestão de Bibliotecas Públicas do IC, revelou que o número de pedidos de empréstimo de livros e materiais multimédia atingiu 570 mil, com um aumento anual de 13,4%. O número de utilizadores de empréstimos subiu para 280 mil, resultando num acréscimo anual de 16%.

      Existiram mais 15 mil pessoas que se tornaram titulares do Cartão de Leitor de Bibliotecas Públicas, tendo o volume disparado em 123%, mais que duplicando em comparação ao ano anterior.

      “Os números continuam a aumentar. A tendência geral é favorável. Mas achamos que ainda há condições para mais crescimento”, afirmou Loi Chi Pang, referindo que as entradas em bibliotecas são inferiores durante as épocas altas de viagens, quando mais crianças viajam com os pais. De uma forma geral, “Macau tem uma forte atmosfera cultural” e “as autoridades estão a promover a cultura da leitura em Macau através de diversas actividades como pequenas sessões de partilha e trocas de livros”, sublinhou.

      Segundo a análise do organismo, no ano passado, a colecção de línguas e literatura foi a mais requisitada entre os leitores em Macau, “o que é uma categoria tradicionalmente com maior número de empréstimos”, indicou o responsável. Já o número de livros relacionados com a ciência requerido também “aumentou significativamente”.

      “Antigamente havia mais procura pelos livros de cultura e arte, passando agora a ser de ciência aplicada”, frisou. Loi Chi Pang salientou que a análise de preferência de leitura dos utilizadores vai ajudar as autoridades a tomar decisões sobre a aquisição de livros.

      Por outro lado, além de aumentar a colecção de livros em papel nas bibliotecas locais, o IC disse que irá acrescentar o número de bases de dados de recursos electrónicos, na esperança de que o público possa ler de forma presencial e online.

      “A utilização de telemóveis pelo público é uma tendência irreversível, pelo que as autoridades vão intensificar a promoção da leitura online. Existem já 29 bases de dados de recursos electrónicos, que incluem diversas categorias como filosofia, religião, ciências aplicadas, ciências sociais, história e geografia, língua e cultura”, avançou.

      Loi Chi Pang apontou, nesse sentido, que havia nas bibliotecas públicas no passado mais livros de lazer, no entanto, o organismo tem vindo a pensar nos últimos anos adquirir bases de dados “mais específicas”. “Por exemplo, vamos comprar a Wanfang Data, uma base de dados de investigação académica especializada, mas também bases de dados relativas à aprendizagem das crianças ou de exames, como o IELTS e TOEFL”, adiantou Loi, realçando ainda que vai utilizar mais livros ilustrados como ponto de partida para despertar o interesse das crianças pela leitura.