Macau abre portas à entrada da maioria dos estrangeiros

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FOTOGRAFIA PEDRO ANDRE SANTOS

A partir de amanhã, a maioria dos cidadãos estrangeiros vão poder voltar a entrar em Macau. A informação consta de um despacho assinado ontem pelo Chefe do Executivo e publicado em Boletim Oficial que revoga a norma que proibia a entrada na RAEM de não-residentes. O despacho assinado pelo Chefe do Executivo diz que, a partir de amanhã, residentes do interior da China, Hong Kong e Taiwan, bem como não-residentes provenientes de outros países ou regiões “designados pela autoridade sanitária”, podem “entrar na RAEM desde que sejam cumpridas as condições de entrada definidas pela autoridade sanitária”.

A medida de proibição de entrada de estrangeiros entrou em vigor em Macau no início da pandemia, em Março de 2020. Posteriormente, as autoridades anunciaram excepções para os cidadãos portugueses e para os estrangeiros que pretendiam entrar através do interior da China ou Hong Kong, por exemplo.

Ao contrário do que acontece para quem entra pela fronteira com a China continental, quem chega do estrangeiro continua a ser obrigado a cumprir uma quarentena de sete dias num hotel, seguido de três dias de “auto-vigilância médica” que pode ser feita em casa. Macau fechou as fronteiras a estrangeiros sem o estatuto de residente em Março de 2020.

Em Abril deste ano, o território tinha levantado as restrições fronteiriças a trabalhadores filipinos, estudantes universitários e profissionais do ensino estrangeiros, como professores portugueses. A isenção foi mais tarde alargada a trabalhadores oriundos da Indonésia. Em Maio, as autoridades aprovaram a entrada de todos os portugueses não residentes no território, assim como de cônjuges estrangeiros e filhos menores de residentes locais.