Edição do dia

Terça-feira, 21 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nevoeiro
25.6 ° C
25.9 °
24.8 °
89 %
4.1kmh
40 %
Ter
26 °
Qua
25 °
Qui
25 °
Sex
26 °
Sáb
28 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioSociedadeDSEDJ assegura apoio financeiro a alunos de instituições públicas face ao...

      DSEDJ assegura apoio financeiro a alunos de instituições públicas face ao aumento das propinas

      Perante o aumento significativo das propinas nas três instituições públicas de ensino superior, a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude reiterou que a fixação dos novos valores cobrados foi aprovada após uma “avaliação prudente” e está de acordo com os regulamentos. Em resposta a uma interpelação da deputada Ella Lei, os serviços educacionais adiantaram que a isenção parcial de propinas vai continuar a ser aplicada aos novos alunos locais de cursos de licenciatura no próximo ano lectivo, sendo uma das medidas de apoio visadas para aliviar a pressão económica dos alunos e das suas famílias.

       

      A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) garante que o ajustamento das propinas nas três instituições do ensino superior foi implementado após uma “avaliação prudente”, tendo um impacto reduzido nos alunos uma vez que existem actualmente várias medidas de apoio que prestam ajuda aos estudantes com dificuldades económicas.

      Foi anunciado no final do ano passado o aumento de propinas do novo ano lectivo na Universidade de Macau, na Universidade Politécnica de Macau e no Instituto de Formação Turística. Em resposta a uma interpelação escrita de Ella Lei, que se mostrou preocupada com a pressão financeira dos alunos e das suas famílias, a DSEDJ reiterou que a fixação dos novos valores cobrados apenas foi aprovada após as instituições públicas “terem procedido a vários estudos, avaliação prudente e abordagem aprofundada”, justificando que o processo está “em articulação com o progresso social” e “de acordo com os regulamentos”.

      Na mesma linha, o organismo afirmou que os ajustes das propinas, que vão entrar em vigor em Setembro, não afectam os alunos que tinham já iniciado o seu estudo nos anos lectivos anteriores, podendo continuar a pagar as propinas conforme a tabela do ano em que inscreveram nos cursos até à sua graduação.

      É de salientar que, com o exemplo da Universidade de Macau (UM), a antiga tabela de propinas para a licenciatura previa anteriormente um pagamento de 31 mil patacas por ano lectivo, contudo, esse valor será aumentado para 37 mil patacas. O crescimento do valor das propinas para os alunos locais representa um aumento de 25% em termos anuais para os cursos de licenciatura ministrados pela UM, 35% para os cursos de mestrado e 72% para o doutoramento.

      “O Governo justificou o aumento das propinas com o facto de aquelas três instituições não terem aumentado as propinas durante muitos anos, mas, na realidade, a altura não é a correcta e o aumento é demasiado grande”, criticou a deputada Ella Lei na sua interpelação, alertando para os problemas de desemprego e redução dos rendimentos na sociedade perante a epidemia.

      Desta forma, a DSEDJ revelou que as três instituições públicas vão continuar a implementar a medida de isenção parcial de propinas destinada aos novos alunos locais de cursos de licenciatura no próximo ano lectivo, a fim de aliviar o impacto económico causado pelo surto da Covid-19 sobre os alunos e as suas famílias.

      “O Governo tem vindo a lançar várias medidas de apoio aos alunos para a frequência de cursos, as quais incluem a criação de diversos tipos de bolsas de mérito, de estudo e de empréstimo, […] tendo como finalidades apoiar e incentivar os estudantes de Macau a prosseguirem os seus estudos no ensino superior”, assegurou.

      Em relação às políticas educativas e à qualidade pedagógica, a direcção liderada por Kong Chi Meng realçou que, ao monitorizar o funcionamento dos cursos, foi criado um mecanismo de avaliação de qualidade com vista a um “aperfeiçoamento constante dos cursos do ensino superior e das instituições”. Defendeu ainda que as autoridades criaram condições favoráveis ao desenvolvimento saudável do ensino superior através do reforço da gestão institucional para garantir a qualidade da educação, por um lado, e, por outro, assegurando a autonomia e a flexibilidade das instituições.

      Além disso, reagindo à questão de Ella Lei acerca da injecção de recursos no domínio científico, a DSEDJ sublinhou que tem aprimorado as despesas e o limite de aplicação plurianual de financiamento de investigações científicas para reforçar o dinamismo do pessoal quanto à participação nos trabalhos dessa área nas instituições.

      “Com o intuito de impulsionar a cooperação internacional entre academias, a UM lançou o ‘University of Macau Macao Fellow Programme’ para incentivar os alunos de Macau, com desempenho excelente na aprendizagem em universidades famosas, a regressarem ao território, atraindo também académicos distintos para realizarem intercâmbio de modo a cultivar mais quadros qualificados e introduzir investigadores para participarem nas investigações académicas em Macau”, assegurou a DSEDJ.

       

      PONTO FINAL