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      Kou Hoi In pede isenção de exame para os professores locais trabalharem em Hengqin

      Uma proposta submetida por Kou Hoi In, membro do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN), defende que os docentes de Macau podem trabalhar directamente em Hengqin, sem necessidade de passar no exame de qualificação. O também presidente da Assembleia Legislativa apontou a necessidade e a urgência da medida, dado que a primeira escola destinada a crianças dos residentes de Macau no Novo Bairro de Macau vai abrir já em Setembro deste ano.

       

      Kou Hoi In, presidente da Assembleia Legislativa e membro do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN), solicitou às autoridades chinesas a isenção do exame de reconhecimento das qualificações profissionais dos professores inscritos em Macau para poderem trabalhar no outro lado da fronteira, na Ilha da Montanha. “O reconhecimento mútuo de qualificações profissionais entre o interior da China e Macau é essencial e inevitável para a integração de Macau na conjuntura de desenvolvimento do país”, salientou, segundo noticiou o Jornal do Cidadão.

      Kou Hoi In levantou a questão numa proposta apresentada a Pequim por ocasião do plenário da APN, ao realçar que o exercício da profissão dos professores de Macau em Hengqin “deve ser formalmente colocado na ordem do dia”, uma vez que a abertura da primeira escola destinada aos educandos dos residentes de Macau em Hengqin está prevista para Setembro deste ano.

      Segundo mencionou Kou Hoi In, a escola foi construída para “acompanhar o posicionamento de desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada e criar um ambiente educativo em consonância com o de Macau”. O modelo de funcionamento da escola, partindo da premissa de cumprir os requisitos pertinentes das autoridades educativas do interior da China, manterá as características do ensino de Macau e acrescentará elementos internacionais aos programas, pelo que é importante a contribuição da equipa docente local no desenvolvimento da escola, disse Kou.

      Recorde-se que o estabelecimento educativo será operado pela Escola Hou Kong, cuja vice-directora é Chan Hong, antiga deputada e vogal do Conselho de Educação da RAEM. A Escola Hou Kong foi a única entidade que concorreu à gestão da primeira escola para alunos de Macau em Hengqin. A escola ocupa uma área de 20 mil metros quadrados, composta por uma escola primária com 18 turmas previstas e um jardim de infância com 12 turmas previstas, tendo ainda no futuro a operação do ensino secundário com 24 turmas.

      Kou Hoi In, nesse sentido, lembrou que as autoridades estão a acelerar o desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada e a ligação com as regras e mecanismos de Macau, pelo que no futuro mais profissionais de Macau vão trabalhar em Hengqin. O também deputado considera que haverá cada vez mais residentes de Macau a se deslocarem à Ilha da Montanha para procurar oportunidades de emprego, o que “contribuirá para a promoção do desenvolvimento económico de Macau de forma adequada e diversificada”.

      Por outro lado, Si Ka Lon, que também faz parte dos membros de Macau na APN, pede para se formularem normas para o reconhecimento de “professores que amam o país e Macau” no ensino transfronteiriço em instituições de ensino superior. O deputado disse que se deve atrair mais universidades de renome a nível internacional para iniciarem actividades educativas em Hengqin. Propôs ainda ao Governo Central que permita às instituições de ensino superior de Macau funcionar na Ilha da Montanha e contratar professores de Macau para ensinar e liderar a investigação académica na zona, desde que o docente obtenha qualificações profissionais e com padrões de “amar o país e Macau”.