A infecção por norovírus foi a principal doença contraída no início do ano, mas aumentam agora os casos de infecção por rotavírus. De Janeiro para Fevereiro, o número médio de casos semanais de gastroenterite decuplicou de 2 para 20. A maioria destes casos está relacionada com surtos colectivos, registados sobretudo em escolas e lares.
A gastroenterite aguda continua em fase activa em Macau, com um aumento significativo nos casos de infecção por rotavírus. Perante esta situação, os Serviços de Saúde apelam a toda a população para que redobre a atenção às práticas de higiene pessoal, ambiental e alimentar, de forma a conter a propagação da doença.
Conforme dados divulgados pelas autoridades de saúde, o atendimento médico por gastroenterite aguda no Centro Hospitalar Conde de São Januário e no Hospital Kiang Wu tem-se mantido “elevado”, na sequência de um aumento acentuado de casos a partir de Dezembro do ano passado. O número médio de utentes nestes estabelecimentos subiu de cerca de 925 por semana, em Janeiro de 2025, para 1.271 em meados de Fevereiro.
Os dados de monitorização indicam que a infecção por norovírus foi a principal doença contraída em Janeiro, tendência que no mês de Fevereiro passou a verificar-se com o vírus rotavírus. Se, em Janeiro, a média de casos semanais não ultrapassava os dois, em meados de Fevereiro este número cresceu dez vezes, para 20. No período homólogo do ano passado, foram registados apenas três casos.
A maioria dos novos casos relaciona-se com situações esporádicas ou surtos de gastroenterite colectiva que envolviam um grande número de pessoas. Os Serviços de Saúde foram notificados de 17 casos de infecção colectiva de gastroenterite desde o início do ano, abrangendo cerca de 198 doentes – um aumento significativo em comparação com o mesmo período do ano passado, em que se contabilizaram dez casos. A maioria dos infectados manifestou apenas sintomas ligeiros, não tendo sido registados casos graves ou fatais.
Os Serviços de Saúde relembram que a gastroenterite aguda pode ser transmitida pelo consumo de alimentos contaminados, o contacto com objectos contaminados ou o tratamento inadequado dos vómitos ou excrementos dos doentes. O período de incubação varia de horas a dias, consoante os diferentes agentes patogénicos (sendo os mais comuns o norovírus, o rotavírus e a salmonela) e os sintomas mais comuns incluem náuseas, vómitos, diarreia, dores abdominais e febre.
Os profissionais de saúde e da restauração são especialmente aconselhados a não comparecer nos locais de trabalho quando apresentarem sintomas como náuseas ou diarreia, devendo procurar assistência médica imediata. As autoridades de saúde apelam também a que creches, escolas, lares e outras instituições similares notifiquem o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Serviços de Saúde de qualquer situação de infecção colectiva através do número 28700800.
C.B.











