Mais de uma dezena de escolas inscritas para plano de vacinação

Caso 150 alunos de uma escola manifestem intenção de serem vacinados, a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) vai pedir às autoridades de saúde para se deslocarem a essa instituição para fazer a inoculação dos interessados. Até agora, indicou a DSEDJ, há mais de uma dezena de escolas inscritas neste plano.

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A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) indicou ontem que há mais de dez escolas em que pelo menos 150 estudantes manifestaram vontade de serem vacinados. Por isso, a DSEDJ vai coordenar-se com os Serviços de Saúde para proceder à vacinação dos interessados nessas instituições.

A informação foi adiantada ontem por Wong Ka Ki, chefe do Departamento do Ensino Não Superior da DSEDJ, numa conferência de imprensa após a terceira reunião plenária do Conselho de Juventude de 2021.

O responsável explicou que a DSEDJ está agora a fazer um levantamento da vontade de vacinação de cada escola, e que “se mais de 150 pessoas fizerem o registo, vamos convidar os Serviços de Saúde a prestar o serviço de vacinação nessas escolas”. Para as escolas que não estão interessadas na vacinação, a DSEDJ vai lançar outras medidas, como a realização de palestras sobre a inoculação.

Recorde-se que os Serviços de Saúde anunciaram na segunda-feira que todos os trabalhadores terão de se vacinar contra a Covid-19 ou, em alternativa, realizarem testes de ácido nucleico todas as semanas. Questionado sobre se a medida também se aplicaria aos docentes, Wong Ka Ki disse apenas que a DSEDJ tem colaborado sempre com as medidas anti-epidémicas do Governo e que o organismo vai agora “pensar como é que pode melhor cooperar com as medidas”.

Na conferência de imprensa, o responsável também foi questionado sobre a saúde mental dos alunos. Wong Ka Ki garantiu que este é um tema “que merece a atenção” das autoridades e afirmou: “Os problemas mentais são como um tipo de constipação, quando o tratamento é precoce a recuperação é melhor”.

Durante a reunião plenária do Conselho de Juventude, Wong Ka Ki apresentou os trabalhos da DSEDJ no que diz respeito à educação parental, lembrando que as autoridades criaram o Centro de Educação Parental, tendo desenvolvido trabalho comunitário e reforçado as actividades ligadas às relações matrimoniais, ao conceito e às técnicas de educação dos filhos, destinadas a encarregados de educação jovens.

Segundo a DSEDJ, o trabalho nesta área “atingiu um novo patamar, tendo sido significativamente alargada a cooperação com as empresas no âmbito dos trabalhos de Educação Parental, com o envio, pela DSEDJ, de formadores às empresas para realizarem actividades de Educação Parental, integrando essas actividades nas acções de formação dos trabalhadores das empresas, no intuito de promover a inclusão desses cursos nas empresas”, refere a DSEDJ.

As autoridades indicaram também que no futuro será criada uma rede de informação sobre educação parental, destinada aos encarregados de educação, no sentido de recolher e organizar as informações, para que os encarregados de educação possam ter acesso a mais dados sobre o tema.

Na reunião, os representantes da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) apresentaram as medidas sobre a preparação das carreiras profissionais dos jovens. Já a Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ) apresentou os conteúdos sobre a lei da utilização e protecção da bandeira, emblema e hino nacionais.