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      Membros de Macau na CCPPC querem patriotismo em todas as disciplinas e actividades extracurriculares

      Kou Kam Fai e Lam Lon Wai defendem que a aprendizagem do patriotismo deve integrar todas as disciplinas e materiais didácticos no ensino não superior em Macau, para articular com a lei da educação patriótica em vigor na China Continental. Os representantes de Macau na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês esperam ainda criar um centro de formação para os docentes “entenderem e implementarem melhor a lei da educação patriótica”.

       

      Os membros de Macau na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) assumem que o território deve seguir a implementação da lei da educação patriótica do interior da China, “incorporando o espírito de patriotismo” em todo o processo de educação escolar, assim como em todas as disciplinas, nos materiais didácticos e actividades extracurriculares. Isto foi o que defenderam Kou Kam Fai e Lam Lon Wai, ambos deputados e directores de escola, numa proposta submetida ao Governo Central.

      Na opinião dos vogais, é necessário promover a integração da educação patriótica nas aulas e nos livros, articulando o sistema de disciplinas, o sistema de ensino, o sistema de materiais didácticos e o sistema de gestão das escolas. Kou Kam Fai e Lam Lon Wai sugeriram assim rever as exigências das competências académicas básicas previstas no actual “Quadro da organização curricular da educação regular do regime escolar local”. “O Governo deve ter uma cooperação reforçada com as escolas para interligar a lei da educação patriótica ao currículo escolar formal”, referiram na proposta, citada pelo Jornal Ou Mun.

      Recorde-se que a lei da educação patriótica da China foi aprovada em Outubro do ano passado pelo Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, tendo entrado em vigor no início do ano. Ao abrigo dessa lei, as escolas, a todos os níveis e de todos os tipos, devem integrar a educação patriótica em todo o processo de educação escolar. Em termos de implementação, a lei destaca também a utilização de relíquias culturais, museus, bibliotecas e grandes festivais, entre outros, na educação patriótica. A legislação prevê ainda “fortalecer o espírito patriótico dos compatriotas em Hong Kong e Macau”.

      Foi ainda aconselhado o estabelecimento de um centro de educação moral sobre a ideologia e a educação patriótica. Segundo Kou Kam Fai, deputado nomeado e director da Escola Secundária Pui Ching, e Lam Lon Wai, deputado eleito por sufrágio indirecto e subdirector da Escola Secundária para Filhos e Irmãos dos Operários, a criação desse centro pode proporcionar mais formação e recursos para “garantir que os professores possam compreender e aplicar melhor a lei da educação patriótica”.

      Os vogais propuseram ao mesmo tempo organizar mais actividades extracurriculares com o tema da referida lei, sendo uma aprendizagem complementar por parte dos estudantes locais para “enriquecer os tempos livres” dos alunos, frisaram.

      Kou Kam Fai e Lam Lon Wai, na sua proposta, sublinharam que o Governo e os diversos sectores locais “alcançaram resultados significativos” na promoção da educação do patriotismo desde a transferência de soberania do território. “O amor à pátria e o amor a Macau tornaram-se o valor principal da sociedade”, confiam os deputados, que querem ver a educação patriótica ultrapassar vários “desafios” tais como as diferenças culturais e os recursos educativos.

      Por outro lado, os representantes de Macau apelaram ao desenvolvimento da confiança cultural, ensinando aos jovens a ideologia patriótica através de visitas a relíquias históricas e monumentos de Macau, bem como programas de estudo orientado para temas patrióticos.

      Além da “Pátria”, é acrescentado o elemento da “Família” na proposta de lição do patriotismo. Kou e Lam pretendem estabelecer um “contacto estreito” com os pais, visando, segundo os mesmos, incorporar o amor à pátria na educação familiar e “orientar os pais para cooperarem activamente com a escola na realização de actividades do ensino do patriotismo”.