Chefe termina périplo pela Europa e Governo diz que foram alcançados os resultados previstos

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Ho Iat Seng regressou a Macau na noite da passada quinta-feira, depois de uma viagem de dez dias à Europa, onde passou por Portugal, Luxemburgo e Bélgica. Após a visita, o Governo fez um balanço positivo, nomeadamente no que toca ao reforço das relações amistosas, aprofundamento das áreas de cooperação e expansão de novas oportunidades de cooperação.

 

Depois da visita de dez dias à Europa – tendo passado por Portugal, Luxemburgo e Bélgica – o Chefe do Executivo voltou a Macau na noite da passada quinta-feira. Em comunicado, o Governo considerou a viagem um sucesso.

“Sendo a primeira visita ao estrangeiro após a pandemia, esta deslocação ao exterior teve um significado muito importante e foi bem-sucedida, tendo sido alcançados os resultados previstos, nomeadamente no âmbito do reforço das relações amistosas, aprofundamento das áreas de cooperação, expansão de novas oportunidades de cooperação”, pode ler-se num comunicado publicado pelo Governo após o regresso de Ho Iat Seng à RAEM.

Por outro lado, segundo o Executivo, a visita permitiu fazer com que Macau alargasse os contactos com o exterior e desempenhasse o papel de ponte entre a China e os países de língua portuguesa, “injectando mais e maior energia cinética para o desenvolvimento sustentável de Macau e da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”.

No comunicado, as autoridades dizem também que o Governo da RAEM esteve na Europa para mostrar à sociedade internacional aquilo que, na sua opinião, são “resultados do sucesso” da implementação do princípio ‘um país, dois sistemas’, divulgando também a iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’, a Grande Baía e a Zona de Cooperação Aprofundada, “promovendo de forma activa as oportunidades de desenvolvimento nelas existentes”.

A delegação empresarial da RAEM que se juntou ao Governo na viagem a Portugal assinou protocolos de cooperação em várias vertentes, designadamente, economia e comércio, investimento, turismo, finanças, educação, entre outras. O comunicado diz que várias empresas portuguesas demonstraram interesse em investir em Macau e na Zona de Cooperação, tendo alguns afirmado até que têm planos para se deslocarem a Macau, em breve, à procura de oportunidades de negócio e de cooperação.

O comunicado assinala também que Luxemburgo e Bélgica têm experiências “bem-sucedidas nas áreas de indústria financeira, inovação de ciência tecnológica e infraestruturas que merecem servir de referência e contribuem para o desenvolvimento estável e saudável da diversificação adequada da economia de Macau”. Assim, a visita “permitiu alargar as redes de intercâmbio e ligação entre Macau e os dois países e foi benéfico para abrir novos espaços de cooperação em termos de economia e comércio, em particular na indústria de produção farmacêutica, na indústria transformadora de diamantes, e finanças modernas, entre outras áreas”.

“Do ponto de vista geral, a visita ao estrangeiro alcançou os objectivos previstos, bem como estimulou as relações amistosas entre Macau e a União Europeia, aumentando o intercâmbio entre as duas partes no âmbito da cooperação económica e comercial”, pode ler-se no comunicado.