Edição do dia

Domingo, 21 de Abril, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
céu pouco nublado
24.9 ° C
24.9 °
24.9 °
94 %
5.1kmh
20 %
Sáb
26 °
Dom
26 °
Seg
25 °
Ter
25 °
Qua
25 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioPolíticaElla Lei defende formação “mais aprofundada” em prol do emprego de jovens...

      Ella Lei defende formação “mais aprofundada” em prol do emprego de jovens recém-licenciados

      O lançamento de formação profissional mais prática e aprofundada poderá ser uma solução para ajudar o emprego dos jovens locais, observou Ella Lei. A deputada, que também faz parte da Federação das Associações dos Operários, sugere que o Governo promova mais projectos de estágio em colaboração com instituições de ensino e empresas. Ella Lei lamentou que os cursos vocacionais actualmente organizados pelo Governo tenham falta de diversificação de tipos de trabalho.

       

      Ella Lei, deputada à Assembleia Legislativa, defende o lançamento, por iniciativa do Governo, de mais programas de formação e estágio destinados a universitários, com o intuito de facilitar o seu emprego quando terminarem o estudo académico. Este é um dos trabalhos esperados pela deputada em relação à acção governativa deste ano, considerando que tal medida pode aumentar a confiança dos estudantes na participação nos programas de formação.

      “O Governo e as associações laborais têm vindo a organizar cursos de formação profissional relevantes, mas será que as pessoas que concluíram a formação podem realmente ser contratadas com sucesso? A eficácia dos programas existentes deveria ser analisada e revista”, apontou, à margem do almoço de Primavera da Assembleia Legislativa realizado ontem.

      A deputada disse notar que alguns participantes na formação podem não ter oportunidades de praticar o que aprenderam após a conclusão dos cursos, pelo que espera que o Executivo lance mais programas de formação prática e projecto de estágio este ano. “Por exemplo, programas de estágio lançados pelas instituições de ensino superior em colaboração com empresas. E, após o fim dos programas, os alunos distinguidos terão a oportunidade de serem directamente empregados”, sugeriu.

      Além disso, Ella Lei indicou que o tipo de profissão abrangido nos cursos vocacionais é limitado. Ou seja, actualmente, os programas de formação e de estágio são sobretudo nas áreas da restauração e da manutenção de instalações. Enfatizou que devem ser alargados a mais indústrias, incluindo o sector dos eventos de convenções e exposições (MICE), com posições relacionadas com a curadoria de projectos, gestão de projectos, instalação de palcos, iluminação, maquilhagem, apresentadores ou multimédia. A legisladora admitiu considerar que a formação lançada pelo Governo carece da diversificação de postos, mas também do aprofundamento de matéria profissional de sectores.

      Mostrando-se atenta à situação de desemprego no território, Ella Lei abordou que os dois grupos principais de desempregados são os recém-licenciados e as pessoas de meia-idade. Neste caso, “sugere-se que o Governo ajude mais estudantes a compreender as tendências do mercado de trabalho de Macau e as ofertas de emprego, para que possam planear melhor a sua carreira”, frisou.

      A também vice-presidente da direcção da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) considera ainda que é adequado avançar o trabalho de promoção de planeamento da carreira para a fase do ensino secundário, a fim de orientar melhor os jovens e para complementar o desenvolvimento futuro das indústrias de Macau.

      Na opinião de Lei, por outro lado, o lançamento de programas especiais de apoio ao emprego para pessoas de meia-idade pode promover o emprego desse grupo etário. Ella Lei realçou a necessidade de incentivar a vontade dos empregadores de recrutar pessoas de meia-idade, através de subsídios à formação de pessoal e subsídio às empresas que empregam pessoas de meia-idade ou reformadas. “Com o envelhecimento da sociedade, temos de pensar como podemos permitir mais pessoas desempregadas e com capacidade para se reintegrarem no mercado de trabalho”, alertou.