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      Raimundo do Rosário diz que ouvir opiniões da população “nem sempre tem razão de ser”

      Ouvir as opiniões dos cidadãos sobre o aumento das tarifas de estacionamento é despropositado, dado que é óbvio que a população é contra. A ideia foi deixada ontem na Assembleia Legislativa (AL) pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas quando questionado pelos deputados sobre o recente aumento das tarifas dos parques de estacionamento público.

       

      Raimundo do Rosário foi chamado ontem à Assembleia Legislativa (AL) para responder sobre o recente aumento das tarifas praticadas nos parques de estacionamento públicos. No hemiciclo, foram vários os deputados que criticaram este aumento e acusaram o secretário para os Transportes e Obras Públicas de não ouvir a população.

      Na resposta, Rosário afirmou que “nem sempre tem razão de se auscultar a população”, dado que a população está sempre contra os aumentos dos preços. O secretário deu até um exemplo pessoal e disse que, nas férias do Natal, reparou que produtos de medicina tradicional chinesa estavam mais caros e, além disso, o sítio onde corta o cabelo também pratica preços mais altos. “As lojas não fizeram nenhuma consulta antes de aumentar os preços”, disse.

      Ron Lam e Pereira Coutinho, por exemplo, criticaram as declarações do secretário. “É lamentável ter dito que não era preciso auscultar opinião dos cidadãos. Qualquer medida política do Governo tem de ser objecto da auscultação da opinião dos cidadãos”, afirmou Coutinho.

      Raimundo do Rosário acabou por esclarecer que o que queria dizer era apenas que ninguém gosta de aumentos de preços. “Se colocarmos a questão em consulta pública, ninguém vai concordar, por isso acho que é desnecessário”. O secretário ressalvou também que, para o aumento das tarifas de estacionamento, foi ouvido o Conselho Consultivo do Trânsito, órgão que inclui membros de várias associações da região.

      O Governo, recorde-se, anunciou recentemente que ia aumentar as tarifas de sete auto-silos públicos. Por exemplo, para os veículos ligeiros, durante o período diurno, as tarifas dos sete auto-silos vão aumentar 2 patacas, ou seja, variam entre 8 a 10 patacas por hora; e, durante o período nocturno, as tarifas do Auto-Silo do Posto Fronteiriço Qingmao vão aumentar para 8 patacas por hora, e os restantes seis, para 4 patacas por hora.

      “A sociedade entende que o aumento das tarifas está desajustado”, disse ontem Zheng Anting. “A população, na sua maioria, entende que não é o momento oportuno para isso e está preocupada com as repercussões do aumento promovido pelo Governo”, afirmou Ella Lei.

      Raimundo do Rosário justificou o aumento das tarifas com o crescimento generalizado de preços no território e também com a necessidade de preservar as instalações dos parques públicos.

      No hemiciclo, o governante destacou que o número de lugares de estacionamento é suficiente, uma vez que há um excesso de cerca de 10 mil lugares de estacionamento em comparação com os cerca de 120 mil veículos existentes no território.