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      Governo vai tentar baixar o orçamento do Campo de Aventuras de Hac Sá  

      O secretário para a Administração e Justiça voltou a justificar o orçamento de 1,4 mil milhões de patacas para o Campo de Aventuras Juvenis em Hac Sá, mas disse que o valor poderá ser ainda mais baixo. Por ocasião de uma sessão de explicações do projecto aos deputados, André Cheong indicou que não há outra opção para além de Hac Sá para construir um parque de aventura, e o posicionamento é sempre de um projecto de lazer para jovens e famílias locais, mas não um projecto de turismo comercial.

       

      O aumento exponencial do orçamento, de 229 milhões de patacas a 1,4 mil milhões de patacas, tem sido outra das polémicas do projecto do Campo de Aventuras Juvenis de Hac Sá, além da construção de uma estátua de Kun Iam na zona. No entanto, o secretário para a Administração e Justiça defendeu que o projecto actual é totalmente diferente ao inicialmente apresentado, pelo que “não é comparável” entre os dois planos.

      “Devido à alteração de posicionamento do projecto, será necessária a recriação das instalações de aventuras e lazer, e outras instalações complementares, como as infra-estruturas, os serviços e os espaços verdes do Campo de Aventuras serão também diferentes da proposta inicial”, explicou André Cheong, numa sessão na Assembleia Legislativa, na sexta-feira, dedicada à apresentação da proposta inicial e da proposta aprofundada sobre o projecto de Hac Sá.

      André Cheong, citado pelo Jornal Ou Mun, afirmou que o orçamento inicial do projecto de 229 milhões de patacas foi apenas uma “estimativa preliminar” quando nem existiam os desenhos do projecto, e que o valor orçamental de agora trata-se de uma estimativa feita no final de concepção do projecto.

      “Com vista a uma utilização prudente e racional do erário público, o IAM irá encarregar uma terceira entidade independente para analisar e apurar os custos estimados, a fim de garantir que o projecto do Campo de Aventuras Juvenis não exceda 1,4 mil milhões de patacas e, na premissa de não prejudicar o posicionamento do projecto, a sua distribuição funcional e a qualidade das instalações, irá procurar-se reduzir o orçamento previsto”, assegurou.

      Perante as perguntas de Ella Lei e Ron Lam, deputados que se mostraram preocupados com o elevado custo do projecto, o secretário referiu que o aumento de investimento de erário também tem a ver com o sistema de drenagem subterrânea do local, dado que o Campo se situa num terreno baixo, devendo enfrentar inundações por fortes chuvas.

      “As instalações de drenagem subterrânea têm de ser feitas. O plano actual acrescentou a construção de instalações subterrâneas que possuem uma função de separação entre águas pluviais e residuais”, revelou.

      André Cheong recordou que o terreno em questão foi recuperado pelo Governo em 2018 e no local existiam resíduos de materiais de construção, tendo o Instituto para os Assuntos Municipais procedido à limpeza e plantado árvores.

      Desse modo, o governante confirmou que o projecto “não causará quaisquer danos ao ambiente nem às zonas verdes dessa zona”, “ademais, a nova proposta aprofundada, em termos de melhoramento do solo, arborização e restauração ecológica, permitirá aumentar a taxa de cobertura verde de todo o Campo de Aventuras Juvenis em mais de 70%”.

      Sem considerar que seja um projecto “luxuoso”, o secretário disse que em Macau não há outra escolha senão Hac Sá para construir um lugar de grande escala para actividades para todas as idades. “O Governo não quer desperdiçar o terreno não aproveitado e quer apresentar um projecto melhor”, frisou.

      Os deputados Zhang Anting e Kou Kam Fai, por sua vez, mostraram-se atentos à possível sobrecarga de visitantes. Assim, André Cheong reiterou que o projecto tem um posicionamento muito claro que não é um projecto de turismo e comercial.

      “O público-alvo são jovens, estudantes e famílias, vamos garantir que os residentes tenham prioridade no uso das instalações”, sublinhou o secretário, revelando que o Governo está a estudar um sistema de marcação, bem como a cobrança de taxas para alguns equipamentos, com vista a controlar o fluxo de pessoas, por exemplo, será cobrada uma taxa simbólica aos residentes, mas o preço pago pelos turistas será diferente.