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      Reconhecimento de íris pode ser aplicado em todos os postos fronteiriços a partir do próximo ano  

      O Governo quer alargar a função do reconhecimento de íris para mais postos de controlo de migração com a instalação dos canais equipados com essa tecnologia em todos os postos fronteiriços. O Corpo de Polícia de Segurança Pública apontou que o número de utentes do reconhecimento de íris atinge mais de sete mil pessoas por dia. Por outro lado, a Polícia Judiciária admite a possibilidade de lançar aplicações móveis antifraude, mas disse que é preciso resolver os problemas relativos à Lei de Protecção de Dados Pessoais.

       

      As autoridades estão a estudar uma implementação abrangente da tecnologia de reconhecimento de íris na passagem fronteiriça em Macau, pretendendo “aumentar de forma adequada” canais automáticos com essa tecnologia nos postos de migração a partir do próximo ano. A informação foi avançada ontem por Leong Heng Hong, 2.° Comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), no programa matutino da Rádio Macau, no canal em língua chinesa.

      O novo modelo da passagem fronteiriça foi lançado oficialmente aos residentes no dia 21 do mês passado, após um funcionamento experimental de quatro meses. Leong Heng Hong descreveu que o serviço tem sido “bem recebido” pelo público, pelo que está a trabalhar com a Direcção dos Serviços das Forças de Segurança para alargar a escala de aplicação da tecnologia. “Desde o lançamento da medida até sexta-feira da semana passada, mais de 100 mil pessoas utilizaram o serviço, correspondendo a uma média diária de 7.600 utentes”, revelou o responsável.

      O reconhecimento de íris para a passagem fronteiriça está previsto na alteração do regime jurídico do controlo de migração e das autorizações de permanência e residência, que foi aprovado em Agosto de 2021. Depois disso, o Governo começou a instalação de novas máquinas automáticas em alguns postos fronteiriços que reúnem condições para o uso da tecnologia. De acordo com o CPSP, seis postos fronteiriços estão equipados mais de 500 máquinas para o reconhecimento da íris, no entanto, dez canais automáticos no posto das Portas do Cerco estão a disponibilizar o uso dessa tecnologia, com cinco canais na ala de partida e cinco na ala de chegada.

      “Nos períodos de maior movimento durante a fase inicial da medida, os canais do reconhecimento de íris também permitem a utilização da impressão digital para um uso racional dos recursos”, disse. Recorde-se que a passagem de fronteiras com o reconhecimento de íris é apenas disponibilizada aos residentes de Macau, sendo a recolha de dados do reconhecimento de íris também voluntária.

       

      APLICAÇÕES MÓVEIS PARA ALERTAS PARA BURLAS

       

      O subdirector da Polícia Judiciária (PJ), Sou Sio Keong, destacou a elevada incidência dos casos de burla com uso de telecomunicações, uma vez que “a Internet, os telefones e os softwares de comunicação estão altamente integrados na sociedade e são inseparáveis ​​dos residentes”.

      O responsável adiantou que o organismo tem vindo a analisar a viabilidade de “interceptar chamadas suspeitas” através de aplicações móveis, tendo já “planos técnicos preliminares” para uma eventual aplicação com funções de alerta para burlas, e serão divulgadas mais informações ao público no futuro.

      Entretanto, Sou Sio Keong indicou que, para concretizar a função desejada, é tecnicamente necessário solicitar ao utente do telemóvel permissões do sistema e de dados de comunicação, podendo surgir problemas relacionados com a Lei de Protecção de Dados Pessoais de Macau.

      “O volume de utilizadores e de utilizações também vai afectar a eficácia do combate à burla destas aplicações, bem como a sua precisão relativamente à emissão de alertas. E a experiência dos utilizadores e a sua privacidade devem igualmente ser levadas em consideração”, afirmou.

      Recorde-se que nos primeiros oito meses do ano registaram-se 240 casos de burla telefónica, o que representa um aumento de 2,3 vezes em relação ao ano passado; houve ainda 488 casos de burla informática, com uma subida anual de 23%. Os casos referidos resultaram numa perda monetária de 160 milhões de patacas.

      Ao fazer um balanço sobre o trabalho da tutela da Segurança, Luís Leong, Adjunto do Comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários, avançou que o Sistema de Videovigilância ‘Olhos no Céu’ ajudou a coordenar a investigação de 3.960 casos, estando o organismo a avançar a sexta fase da instalação de 680 câmaras de videovigilância na cidade.