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      Terceira dose de reforço da vacina contra a Covid-19 disponível dia 9 de Novembro  

      As autoridades sanitárias revelaram que a administração do reforço será realizada em duas fases: a primeira fase inclui trabalhadores de alto risco, pessoas com baixa imunidade e indivíduos com supressão imunológica. A segunda fase, para todos, ainda não tem data de começo.

       

      Está aí a terceira dose, de reforço, da vacina contra a Covid-19 e começa já na próxima terça-feira, dia 9 de Novembro. A novidade foi dada ontem pelo coordenador do programa de vacinação contra a doença na RAEM, Tai Wa Hou, na habitual conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus.

      A terceira dose só poderá ser administrada a indivíduos que tenham tomado a segunda dose há mais de seis meses. Numa primeira fase, só estará disponível para trabalhadores de alto risco na chamada linha de frente, como pessoal médico, indivíduos com imunidade fraca e pessoas com supressão imunológica considerada moderada ou grave.

      O que resta da população será inoculada com a terceira dose numa segunda fase que começará em data a ser anunciada pelas autoridades sanitárias. “Serão bem-vindas todas as pessoas com qualificação para a terceira dose da vacina”, notou o médico dos Serviços de Saúde.

      Tai Wa Hou aconselhou a que as pessoas que tenham tomado Sinopharm continuem a receber a vacina inactivada chinesa, o mesmo se aplica à vacina germânica da BioNTech com tecnologia mRNA. “No que à Sinopharm diz respeito, o grupo alvo são aqueles indivíduos que já tenham completado a inoculação de duas doses há seis meses, e com uma idade superior a 18 anos. Para a BioNTech, também indivíduos que já tenham completado as duas doses há mais de seis meses, mas com diferentes situações: mais de 18 anos, mas expostos a alto risco no local de trabalho. Segundo, aqueles com uma baixa imunidade. Terceiro grupo, aqueles que estão a viver em lares ou ambientes em que muitas pessoas coabitam. Depois, os maiores de 18 anos que pretendem deslocar-se a lugares de alto risco. O quinto grupo: indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos”, explicou aos jornalistas.

      O responsável assumiu que as doses de reforço não são recomendadas para menores de 12 anos; pelo menos para já, uma vez que, admitiu, “é uma situação que está a ser claramente ponderada”. Pessoas de 12 a 17 anos que não são imunossuprimidas de forma moderada a grave; pessoas com idades entre 18-59 que receberam duas doses da vacina de mRNA BioNTech, mas não são indivíduos de alto risco.

      Tai Wa Hou aconselhou ainda a quem recebeu as primeiras doses de uma vacina inactivada na China continental que completem a vacinação de reforço no continente.

      Dados oficiais revelam que a taxa de vacinação continua em velocidade moderada. Pessoas com mais de 12 anos com permissão para receberem a vacina atingiu os 76,6 %, chegando a 90% entre pessoas dos 20 aos 29 anos, 92,3% para pessoas dos 30 aos 39 anos, 96% para pessoas dos 40 aos 49 anos e, ainda, 78% para pessoas dos 50 aos 59 anos. Os mais novos e os mais velhos são ainda aqueles grupos que têm taxas de vacinação muito reduzidas.

      As autoridades sanitárias também revelaram que, até ao dia 3 de Novembro, 55 escolas de Macau disponibilizaram serviços de extensão ou vacinação especial em proximidade, com um total de 2.249 professores e alunos vacinados.

      A taxa de vacinação de professores em escolas de ensino não superior atingiu 84% e a taxa de vacinação de alunos cifra-se nos 48,5%. Já no campo do ensino universitário, 85% dos funcionários do ensino superior estão vacinados, enquanto na órbita dos alunos a taxa de vacinação atingiu 82%.

      Tai Wa Hou comentou ainda as declarações do epidemiologista português Manuel Carmo Gomes que, esta semana, disse à Lusa que não vislumbra bases científicas para as restrições às viagens e quarentenas de 21 dias. “De facto, no caso da variante Delta, a incubação do vírus faz-se até 14 dias, mas existem outras variantes que demoram mais tempo a incubar. Não queremos aligeirar a medida porque queremos estar sem segurança. Naturalmente que não é uma medida para sempre. Iremos ajustar conforme a situação epidemiológica”, explicou o médico.

      A situação do aumento de validade dos testes de ácido nucleico, bem como o alívio das restrições fronteiriças com Hong Kong e a China continental são situações que ainda estão a ser discutidas entre as três partes. “Os três lados têm de ter exactamente as mesmas medidas e isso, como sabemos, ainda não existe”, considerou Tai Wa Hou.

      Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 821.561 doses de vacinas contra a Covid-19. 464.836 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 103.764 indivíduos e 358.628 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses. Nas últimas 24h, ocorreram 20 notificações de eventos adversos (20 eventos adversos ligeiros e nenhum grave, tendo sido 17 casos relacionados com a vacina inactivada da chinesa Sinopharm e três casos da vacina mRNA da germânica BioNTech). Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 3.469 notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (3.461) considerados adversos ligeiros e apenas oito graves.