O Governo vai estudar a possibilidade de serviços de creches para as crianças com idade igual ou inferior a 2 anos. Existem actualmente 7.700 vagas nas creches, número que já satisfaz a procura dos menores até 3 anos em Macau. O Instituto de Acção Social garante que irá melhorar os serviços e acrescentou que há 22 creches locais a prestarem serviços de cuidados infantis urgentes ou temporários para ajudar os pais com necessidades urgentes.
A necessidade e a possibilidade dos serviços de creches destinados às crianças com idade igual ou inferior a 2 anos serão analisadas pelas autoridades, no âmbito de prestar apoio adequado para as famílias com crianças.
O Instituto de Acção Social (IAS) revelou que há agora cerca de 7.700 vagas nas creches locais, representando 69% da população com idade inferior a 3 anos. O número mostra que a oferta de vagas para crianças com idade entre os 2 e os 3 anos já corresponde a toda a população desta faixa etária, afirmou o organismo, abrindo assim a hipótese de alargar o serviço para crianças mais pequenas.
Em resposta a uma interpelação escrita de Ngan Iek Hang, na qual o deputado questionou a melhoria do ambiente de cuidados infantis, o IAS avançou ainda que está a elaborar o plano de desenvolvimento dos serviços das creches para os próximos cinco anos. Tendo recolhido, entre Junho e Agosto, opiniões das entidades gestoras das creches subsidiadas, o organismo disse que pretende promulgar o plano ainda este ano.
De acordo com as disposições actuais em Macau, as creches permitem, em geral, a inscrição de crianças com idade inferior a 4 anos, sendo que a maioria dos utentes menores tem entre os 2 e os 3 anos de idade.
Segundo o IAS, as famílias não têm necessariamente de colocar as crianças nas creches caso existam cuidados infantis em casa, mas, se os pais desejarem melhorar a capacidade de autonomia pessoal, convívio e adaptabilidade social dos seus filhos, podem considerar colocá-los na creche, quando tiverem 2 anos de idade, “o que é uma solução preferível para o seu desenvolvimento físico e mental”, analisou.
“De modo geral, as crianças com idade superior a 2 anos terão a capacidade de se adaptar aos serviços colectivos da assistência à infância, especialmente a capacidade de lidar com o medo da separação. Ao mesmo tempo, a saúde das crianças com idade superior a 2 anos também será mais estável e a capacidade de resistir à doença também será maior”, apontou.
A questão de se deixar a adesão ao serviço de creche por parte de menores com idade igual ou inferior a 2 anos tinha já sido abordada por alguns deputados no passado, devido ao facto de que muitas famílias têm os pais ambos trabalhadores.
Por outro lado, na mesma resposta, o IAS adiantou que, até Setembro deste ano, havia um total de 22 creches que disponibilizavam serviços de cuidados infantis urgentes ou temporários em Macau, cuja taxa de serviço a cobrar é de dia inteiro ou de meio dia. O serviço pode “ajudar os encarregados de educação com necessidades urgentes e que carecem do apoio de cuidados temporários a prestar cuidados às crianças por um curto período de tempo”, salientou.
O IAS assegurou que irá manter a “comunicação estreita” com as creches relativamente aos pedidos de serviços, ao processo de avaliação, às formas de cobrança de taxas, para abordar as várias possibilidades da melhoria de serviços.
Contudo, o organismo acrescentou que os destinatários dos serviços de cuidados infantis urgentes ou temporários nas creches continuam a ser crianças que não completem 4 anos de idade, afastando a possibilidade do alargamento de faixas etárias dos destinatários. “Considera-se que as crianças de várias faixas etárias têm diferentes necessidades fisiológicas ou de cuidados, e tomar conta das crianças em idade de frequência escolar e as das creches devem encarar os factores como necessidades de cuidados, risco de segurança”, justificou.
No que diz respeito à segurança domiciliária, o IAS destaca que tem vindo a cooperar com os equipamentos sociais, incluindo creches, para sensibilizar os encarregados de educação sobre a importância da segurança das crianças em casa, com recursos a infografias e vídeos educativos. O IAS, além disso, indicou que irá promover, no futuro, os equipamentos sociais a utilizar “formas diversificadas” para divulgar as informações sobre cuidados infantis, a fim de ajudar os encarregados de educação a obter o conhecimento e as maneiras de cuidar e de formar as crianças.











