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      Jorge Martin vence na Tailândia e relança Mundial de MotoGP com Oliveira de fora

       

      O piloto espanhol Jorge Martin (Ducati) venceu ontem o Grande Prémio da Tailândia de MotoGP, 17.ª corrida da temporada, e relançou a luta pelo título com o italiano Francesco Bagnaia (Ducati), com Miguel Oliveira (Aprilia) obrigado a desistir.

       

      O piloto luso foi forçado a regressar às boxes pela direcção de corrida devido a um problema técnico com a sua mota, enquanto Jorge Martin, que fez a ‘pole’ e sábado vencera a sprint, bateu Bagnaia por 0,253, com o sul-africano Brad Binder (KTM) a ser relegado para a terceira posição por ter excedido os limites de pista na última volta.

      Saindo da ‘pole’, Martin voltou a ver-se apertado pelo italiano Luca Marini (Ducati), mas conservou a liderança na primeira travagem.

      Com o mesmo pneu duro na roda traseira que os seus adversários escolheram, o piloto madrileno tentou conseguir uma vantagem confortável na primeira metade da corrida, mas, ao contrário do que aconteceu nas provas anteriores, não conseguiu escapar-se do pelotão.

      Miguel Oliveira, que partiu da 20.ª posição, chegou a ser 17.º classificado, mas, à sétima volta, foi forçado a regressar às boxes pela direção de corrida. Fonte oficial da equipa RNF Aprilia, em que milita o português, explicou que a desistência ficou a dever-se a “problemas técnicos” com a Aprilia, mas escusou-se a adiantar mais explicações.

      Já no sábado, durante a corrida sprint, o português viu-se envolvido num toque com dois adversários [Franco Morbidelli, da Yamaha, e Maverick Viñales, da Aprilia], que lhe provocou a quebra de uma das asas esquerdas da sua mota.

      Só perante um problema visível na mota de um piloto, que possa colocar em causa a sua segurança ou a dos outros concorrentes, é que a direção de prova dá ordem para recolher às boxes.

      Enquanto isso, na frente da corrida, Brad Binder colou-se à traseira da Ducati de Jorge Martin. Já Francesco Bagnaia lutava para sobreviver às escaramuças no meio do pelotão. Chegou a ser sétimo classificado, o que colocava Martin a apenas três pontos de distância no campeonato.

      Depois de uma luta intensa com o espanhol Marc Márquez (Honda), o actual campeão do mundo conseguiu chegar-se à frente e desenvencilhar-se, também, do italiano Luca Marini (Ducati) e do espanhol Aleix Espargaró (Aprilia), aproveitando a queda de Alex Márquez (Ducati) para chegar ao degrau mais baixo do pódio.

      Mantendo uma vigilância apertada aos dois primeiros sem, contudo, conseguir aproximar-se verdadeiramente, ‘Pecco’ Bagnaia via Binder a começar os ataques à liderança nas últimas cinco voltas.

      Depois de algumas trocas de posição pela liderança, Jorge Martin recuperou o comando a duas voltas do final, cortando a meta na primeira posição, a pouco mais de uma décima de segundo de Binder. Contudo, o piloto sul-africano viria a perder uma posição, penalizado por ter excedido os limites da pista na última volta. Ainda assim, este foi o quarto pódio mais apertado de sempre, com os três primeiros separados por apenas 0,253 segundos.

      Esta foi a terceira vez que Jorge Martin fez ‘pole position’, venceu a sprint e a corrida principal. “Estou tão feliz. É um sentimento incrível. Tínhamos os mesmos pneus, mas não a melhor mota. A última volta foi como se fosse na qualificação. Os maus momentos são duros, mas fazem-te mais forte”, frisou o madrileno.

      O espanhol soma quatro vitórias (contra as seis de Baganaia) e sete em corridas sprint (contra quatro do italiano). Bagnaia tem, agora, 389 pontos, mais 13 do que Martin. Já Miguel Oliveira perdeu mais uma posição. É, agora, 15.º classificado, com 76 pontos. A próxima ronda é o GP da Malásia, dentro de duas semanas. Lusa

       

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      Redacção do Ponto Final Macau