A Caritas Macau lançou recentemente iniciativas para angariar fundos de forma a apoiar as vítimas de duas catástrofes – o sismo em Marrocos, que causou pelo menos dois milhares de mortos, e as cheias na Líbia, que se estima terem feito cerca de 4.000 mortos. A Caritas Macau já enviou 100 mil patacas para a Caritas Internationalis, adiantou Paul Pun ao PONTO FINAL, acrescentando que a organização vai dar mais apoio no futuro.
A Caritas Macau enviou para a Caritas Internationalis 100 mil patacas no sentido de apoiar as vítimas das duas tragédias que ocorreram recentemente no continente africano – o sismo em Marrocos, que causou pelo menos 2.000 mortos, e as cheias na Líbia, que se estima terem feito cerca de 4.000 mortos.
Ao PONTO FINAL, Paul Pun, secretário-geral da Caritas Macau, adiantou que, além destas 100 mil patacas enviadas – 50 mil para cada causa – , a organização vai em breve enviar novas tranches. Para já, entre o montante que já enviou e o que está para enviar, a Caritas Macau já recolheu 62 mil patacas para apoiar as vítimas do sismo em Marrocos e mais 61 mil para a causa líbia.
O montante angariado pela Caritas servirá para tendas, alimentos, água potável, abrigos, serviços de saúde e outros bens de primeira necessidade, por exemplo. As duas campanhas de solidariedade lançadas pela organização para apoiar as vítimas destes desastres vão manter-se activas pelo menos nos próximos três meses, ressalvou Paul Pun.
Para apoiar a causa marroquina e líbia, a Caritas está a aceitar donativos através da função de doação online no site da organização, Simple Pay, transferência bancária e aplicações do Banco da China e do ICBC.
O sismo em Marrocos ocorreu na noite de 8 de Setembro, com o epicentro a Sul de Marraquexe, atingindo uma magnitude de 6,8 na escala de Richter. O terramoto causou pelo menos 2.012 vítimas mortais, e 2.059 em feridos. As Nações Unidas estão a prestar auxílio ao país, tendo sido enviada uma equipa da Unidade de Avaliação e Coordenação de Desastres para Marrocos para que a mesma possa acompanhar a situação.
Já as cheias na Líbia tiveram origem na tempestade Daniel, que provocou a ruptura de duas barragens, o que enviou uma parede de água para cidade oriental de Derna, no dia 11 de Setembro.
As Nações Unidas estimam que mais de 880 mil pessoas no total tenham sido afectadas pelas inundações que assolaram o Leste da Líbia na semana passada, calculando em cerca de 40 mil o número de pessoas desalojadas. A Organização Mundial da Saúde acredita que o número de mortos seja próximo de quatro mil, havendo pelo menos cinco mil desaparecidos.
Num comunicado, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), que disse ter analisado a situação com as autoridades líbias, refere que, antes das inundações e da tempestade, cerca de 300.000 pessoas necessitavam já de assistência humanitária, total que quase triplicou.
Nesse sentido, a OCHA considerou os acontecimentos como “catastróficos” e indicou ter já desbloqueado 10 milhões de dólares em fundos de emergência para acelerar uma primeira resposta, montante que considera, porém, “insuficiente”, dado que estão em causa 884.000 pessoas em cinco províncias líbias. A agência da ONU pediu 71,4 milhões de dólares (cerca de 67 milhões de euros) para ajudar 250.000 pessoas afectadas durante os próximos três meses.











