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      Ella Lei quer saber quais os planos para o sector da aviação tendo em conta as restrições pandémicas

      Uma vez que, três anos depois, o Governo de Macau continua a impor fortes restrições para fazer face à pandemia, Ella Lei apresentou uma interpelação escrita onde questiona os planos para o desenvolvimento do sector da aeronáutica. A deputada fala do projecto de ampliação do Aeroporto Internacional de Macau e diz que “é importante alimentar talentos para a indústria aeronáutica local e proporcionar oportunidades de emprego e desenvolvimento aos residentes que desejem juntar-se à indústria”.

      Ella Lei quer saber quais os planos do Governo para desenvolver o sector da aeronáutica, dado que as restrições impostas nos últimos três anos podem fazer com que os quadros qualificados da indústria abandonem Macau. Numa interpelação escrita enviada ontem ao Governo, a deputada frisou: “A redução contínua dos voos e a suspensão de rotas devido à epidemia afectará o rendimento de muitos funcionários da linha da frente, podendo mesmo levar a que profissionais experientes abandonem a indústria”.

      A interpelação de Ella Lei surge uma semana depois de o Governo ter anunciado que Pequim tinha dado luz verde ao projecto de ampliação do Aeroporto Internacional de Macau. O projecto prevê a construção de mais de 129 hectares de aterro e tem como objectivo permitir que o aeroporto receba 15 milhões de passageiros por ano.

      Este projecto “é propício ao desenvolvimento sustentável da indústria turística de Macau”, salientou a deputada ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), lembrando que nos últimos três anos o sector da aviação tem registado quebras significativas no número de voos comerciais.

      Assim, para fazer face à eventual saída de Macau dos profissionais do sector, “é importante alimentar talentos para a indústria aeronáutica local, e proporcionar oportunidades de emprego e desenvolvimento aos residentes que desejem juntar-se à indústria aeronáutica”, diz a deputada eleita pela via directa.

      Ella Lei sublinha que “a indústria da aviação em Macau foi afectada pela epidemia e o número de voos e passageiros diminuiu significativamente, o que afectou a mão-de-obra e levou mesmo a uma fuga de cérebros” e questiona: “Que avaliação foi feita pelas autoridades? Quais foram as mudanças na situação de emprego dos trabalhadores durante a epidemia?”.

      Por outro lado, a deputada antevê que a indústria de aviação de Macau irá enfrentar forte concorrência de outros mercados, dado que em outras regiões as autoridades já eliminaram a maior parte das restrições pandémicas, o que continua sem acontecer na RAEM. “Tendo em conta o impacto da epidemia no desenvolvimento da indústria aeronáutica, como irão as autoridades formular um futuro plano de desenvolvimento? Quais são os planos específicos de recuperação e desenvolvimento para o período pós-epidémico?”, interroga a deputada.

      Ella Lei lamenta também que o Governo não tenha dado, até ao momento, pistas sobre as necessidades de mão-de-obra para desenvolver a indústria. Assim, questiona: “Quais são os planos a longo prazo para a formação de profissionais da aviação?”.