Edição do dia

Domingo, 19 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva moderada
25.9 ° C
26.9 °
25.9 °
83 %
6.7kmh
40 %
Dom
25 °
Seg
24 °
Ter
25 °
Qua
25 °
Qui
25 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioSociedadeTempo médio de espera de autocarros “melhorou significativamente”, diz DSAT  

      Tempo médio de espera de autocarros “melhorou significativamente”, diz DSAT  

      A média foi de 6,9 minutos em 2019 e diminuiu para 5,4 minutos no segundo trimestre do ano, e as autoridades destacam que o tempo de espera de autocarros foi obviamente melhorado. No entanto, alguns cidadãos denunciaram ontem na Rádio Macau em língua chinesa algumas situações, como frequência insuficiente de transportes e autocarros cheios. A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, por outro lado, revelou que os autocarros transportam actualmente 610 mil passageiros em média diária, e as empresas de autocarros garantem tempo de descanso suficiente para os motoristas.

       

      A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) afirmou que o tempo de espera dos passageiros de autocarros públicos “melhorou significativamente” nos últimos tempos, embora nos terminais principais do território o tempo de espera seja mais prolongado.

      De acordo com Lau Nga Hong, chefe da Divisão de Gestão de Transportes da DSAT, as estatísticas mostram que o tempo médio de espera foi de 6,9 minutos em 2019, e fixou-se em cerca de 5,7 minutos no ano passado, e que foi ainda mais reduzido, para 5,4 minutos, no segundo trimestre deste ano. “Existe, na verdade, uma melhoria muito óbvia. No entanto, vemos que no terminal das Portas do Cerco, ou da Praça de Ferreira Amaral, o tempo de espera em geral é de cerca de seis minutos”, vincou ontem no programa matutino do canal chinesa da Rádio Macau.

      Segundo os dados avançados no portal do organismo referentes ao segundo semestre do ano passado, o tempo de espera perceptível foi mais curto na Freguesia de São Lourenço e na Freguesia de Santo António, de cinco minutos, sendo o mais comprido, de 6,4 minutos, na Zona de Aterro entre Taipa e Coloane, ou seja, o COTAI, sendo uma das zonas turísticas mais populares de Macau.

      Lau Nga Hong adiantou também que, até 20 de Agosto, os autocarros públicos de Macau transportaram em média 610 mil passageiros por dia, o que representa apenas cerca de 3% menos que no período homólogo de 2019. “O maior número de passageiros transportados num único dia foi 23 de Junho, com 660 mil pessoas, reflectindo que as viagens de autocarros foram gradualmente retomadas após a epidemia”, destacou.

      O número médio de passageiros por dia foi de 465 mil em Janeiro deste ano, altura em que Macau reabriu as suas portas após a pandemia, tendo o volume subido para 586 mil em Junho. Neste caso, houve mais 120 mil pessoas por dia que apanharam o autocarro em Macau do início a meados do ano.

      Recorde-se que a Direcção dos Serviços de Turismo admitiu anteriormente que foram recebidas mais queixas à medida que mais turistas chegaram a Macau, sendo a maioria das queixas relacionadas com o trânsito. Raimundo do Rosário, secretário para os Transportes e Obras Públicas, disse que vai aumentar a frequência dos autocarros, mas referiu que é necessário adaptar a situação à dimensão da cidade.

      Contrariamente ao que foi dito pelas autoridades, no programa da emissora alguns cidadãos manifestaram preocupação sobre o serviço de autocarros. Uma senhora, de apelido Ho, criticou a falta de transportes públicos com ligação à Zona A dos Novos Aterros, frisando que muitos trabalhadores da construção civil que trabalham na zona têm de caminhar pela ponte para voltar à Península de Macau.

      Outra residente, de apelido Lei, relatou que o tempo de espera da carreira 28C “é longo”, e que “muitas pessoas apanham esta carreira depois de ir ao médico no Centro Hospitalar Conde de São Januário e querem regressar à zona Norte, só que os autocarros estão sempre bastante cheios e pode ser ainda pior quando começam as aulas nas escolas”.

      Por outro lado, um motorista de autocarro, de apelido Lo, referiu que o congestionamento de trânsito faz com que os condutores tenham de se apressar para iniciar o regresso mais cedo do que previsto, para que a carreira chegue a horas, obrigando-os a ter menos tempo de pausas e “apenas cinco minutos para a refeição devido ao engarrafamento de 25 minutos”.

      As duas empresas de autocarros – Transmac e TCM – salientaram, entretanto, que os motoristas têm tempo suficiente de descanso e oferecem 15% a 20% de tempo de descanso conforme as horas de trabalho. As operadoras frisaram ainda que há um ajuste de tempo de descanso de acordo com o fluxo de passageiros e as condições da estrada, e as empresas não dão penalizações aos motoristas pelo atraso no regresso dos autocarros. “Não há tolerância para situações em que os motoristas não têm tempo de descanso”, realçou a DSAT, revelando que já pediu às empresas que prestem atenção ao assunto. O organismo disse que serão realizadas mais inspecções nas paragens de autocarros.