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      Nove casos suspeitos de violência doméstica registados no primeiro trimestre  

       

      O Instituto de Acção Social recebeu no primeiro trimestre deste ano nove casos suspeitos de violência doméstica, sendo que ao longo do ano passado foram 39 casos. O organismo defende que o actual mecanismo de apoio comunitário é eficaz e os casos mantêm-se num “nível baixo”. A Caritas Macau, por sua vez, disse que os pedidos de ajuda nos serviços de apoio têm vindo a aumentar nos últimos anos. Por outro lado, o Governo disse que o programa de apoio alimentar de curto prazo para as pessoas em situação de desemprego involuntário pode não continuar no próximo ano.

       

      No primeiro trimestre do ano, no Instituto de Acção Social (IAS), foram recebidos e confirmados nove casos suspeitos de violência doméstica, o que resultou numa média de três casos por mês. O organismo recebeu, no ano passado, um total de 39 casos suspeitos de violência doméstica, traduzindo uma média mensal de mais de três casos. Segundo afirmou o organismo, os casos detectados no ano passado “mantiveram-se num nível baixo” e corresponderam a uma quebra significativa em comparação com o ano anterior, altura em que se registaram 81 casos, com uma média de mais de cinco casos a cada mês. “O presente mecanismo de colaboração e apoio comunitário entrou em funcionamento há mais de dez anos e está a desempenhar o seu papel cada vez melhor”, assegurou Tang Yuk Wa, vice-presidente do IAS.

      O responsável revelou também que os casos suspeitos de violência doméstica com vítimas masculinas representam menos de 10% do total dos casos recebidos pelas autoridades todos os anos. As vítimas, caso necessário, podem ser acolhidas no centro de retiro para reflexão destinado às pessoas do sexo masculino. O referido centro é um projecto lançado, em cooperação com a Caritas Macau, em Maio de 2017, para fornecer estadia temporária aos homens que sofrem de violência doméstica. As 11 vagas de acolhimento existentes nunca estiveram cheias, segundo o IAS.

      Tang Yuk Wa, em declarações ao Jornal Ou Mun, enfatizou que o IAS, ao desenvolver os trabalhos contra a violência doméstica, insiste em quatro aspectos, incluindo as medidas preventivas, proteccionistas, restaurativas e sancionatórias, previstas na Lei de prevenção e combate à violência doméstica. “Além de promover vigorosamente a prevenção, não faltam medidas de protecção. Temos um mecanismo de apoio comunitário que conta com a participação de todas as entidades de serviços comunitários de famílias em Macau, para avaliar e estudar quais os problemas que existem na comunidade, procurando soluções em conjunto”, frisou.

      O responsável considerou ainda que a iniciativa das organizações não-governamentais é bastante forte na matéria da prevenção e combate à violência doméstica.

       

      MAIS CHAMADAS À CARITAS

       

      Na mesma ocasião, à margem de uma palestra organizada pela Caritas Macau, a coordenadora da Linha de Serviço de Apoio de 24 horas da Caritas, Lei Hong Su, sublinhou que a procura de serviços tem vindo a aumentar nos últimos cinco anos, sendo que o número de chamadas recebidas passou de 3.417, em 2018, para 4.529, no ano passado, sendo que 2.666 casos dos quais foram para acompanhamento.

      Houve também chamadas regulares de 796 vezes, cujos necessitados esperavam encontrar, principalmente, apoio emocional por meio telefónico. Citada pela Rádio Macau em língua chinesa, Lei Hong Su disse ainda que a equipa de atendimento referiu estar atenta à situação dos necessitados, e encaminhará imediatamente o caso à polícia se houver alguma situação crítica.

      A Linha de Serviço de Apoio de 24 horas foi lançada em 2015, cujos destinatários são pessoas ou famílias que se encontram em situação de crise, nomeadamente, disputa familiar, violência doméstica, instabilidade emocional, suicídio, entre outros.

       

      APOIO ALIMENTAR SERÁ SUSPENSO

      Quanto ao apoio alimentar de curto prazo para as pessoas em situação de desemprego involuntário, que foi lançado durante a pandemia, o IAS admitiu que a possibilidade de continuidade do programa “é baixa” para o próximo ano.

      Tang Yuk Wa disse que no ano passado registaram 1.065 requerentes, o que foi abaixo do esperado, sendo que a situação este ano teve 227 pedidos de subsídio até agora. O responsável apelou ainda que as pessoas necessitadas não se preocupem, uma vez que, se atenderem às condições, podem se inscrever no sistema permanente de apoio alimentar de curto prazo lançado pelo IAS e pela Caritas.