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      Inquérito da MUST revela que confiança dos trabalhadores ainda não foi totalmente recuperada  

      O impacto negativo da pandemia na qualidade e estabilidade do emprego em Macau ainda não passou. Um inquérito da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau concluiu que o grau de confiança e de satisfação dos trabalhadores no território melhorou em relação ao ano passado, mas continua a ser pior do que em 2019.

       

      Os trabalhadores de Macau manifestam-se mais confiantes ao mercado de trabalho, mas continuam a estar menos satisfeitos com os seus empregos, principalmente em relação à qualidade e estabilidade do trabalho, revelou um inquérito no âmbito de índice de confiança e satisfação dos trabalhadores realizado este ano.

      “Em comparação com os dados recolhidos no ano passado, o índice geral de confiança dos trabalhadores de Macau aumentou este ano 8,37%. Quanto ao nível de confiança dos trabalhadores no mercado de trabalho de Macau, registou um acréscimo de 11,87%”, indicou.

      De acordo com o Instituto para Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, em sigla inglesa), entidade responsável pela condução do trabalho citada pelo Jornal Ou Mun, o inquérito estabelece uma escala de classificação de 5 pontos, e o índice de confiança este ano situa-se em 2,91 pontos.

      Os graus de confiança, no entanto, ainda não foram totalmente recuperados para regressar ao nível pré-epidémico. A análise verificou um decréscimo de 2,5% sobre a avaliação de confiança geral, enquanto os trabalhadores estão neste momento menos optimistas, face a 2019, ao mercado de emprego, com uma quebra de 10,4% no índice.

      “A confiança dos empregados ainda precisa de ser melhorada. Comparando com o período antes da pandemia, o inquérito deste ano mostra que a confiança dos trabalhadores no mercado de emprego ainda não recuperou totalmente”, sublinhou.

      Na entrevista feita a 807 trabalhadores a tempo inteiro, há dois únicos indicadores que obtiveram aumentos ligeiros em relação à época antes da Covid-19, que foram a autoconfiança e a confiança nas empresas onde trabalham, subindo 0,8% e 3%, respectivamente.

      O porta-voz da equipa responsável do projecto, Sun LiYun, também professor do Departamento de Gestão Empresarial, acredita que a confiança dos trabalhadores em Macau deverá ser reforçada com a melhoria contínua da economia da região. Segundo o académico, a recolha de questionários decorreu entre 24 de Março e 1 de Abril, depois do período de transição da prevenção e controlo da epidemia, que terminou no início deste ano, para que o inquérito fosse lançado de forma mais objectiva e rigorosa.

      Por outro lado, o grau de satisfação dos trabalhadores de Macau sofreu este ano uma queda de 2,6% relativamente a 2019. A diminuição deveu-se principalmente ao declínio dos índices de qualidade de trabalho e estabilidade de emprego, que caíram 4,1% e 11%, respectivamente.

      Já o nível de satisfação sobre as condições de trabalho e desenvolvimento pessoal na carreira ficou empatado com o nível de 2019, com uma subida de 4% e 2,6%, respectivamente, durante os últimos três anos.

      Sun LiYun enfatizou que o impacto epidémico em Macau ainda não passou. Assim, para aumentar a confiança e satisfação dos empregados, após os “choques e impactos negativos de crise financeira”, a instituição do ensino superior sugere que as empresas forneçam mais apoio à formação profissional.

      “Os funcionários têm fortes expectativas em termos de oportunidades onde podem aproveitar as suas competências, bem como oportunidades de formação, aprendizagem e obtenção de experiência”, observou o académico.

      A MUST recomenda ainda que sejam expandidas em Macau as indústrias culturais e criativas, e de história, para promover uma cadeia de indústria diversificada e com desenvolvimento estável e sustentável.