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      Início Política Ho Iat Seng prevê que défice orçamental continue em 2024

      Ho Iat Seng prevê que défice orçamental continue em 2024

       

      O Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, estima que o Governo ainda terá um défice orçamental no próximo ano, embora a economia de Macau esteja a recuperar gradualmente depois da pandemia. Nesse sentido, sem repartição extraordinária de saldos orçamentais, não será também atribuído o valor de sete mil patacas nas contas individuais do regime de previdência central não obrigatório em 2024.

      Foi revelado ainda que o Governo não tem planos para introduzir novamente medidas de apoio generalizado neste momento, o que envolveria uma “despesa muito grande”, mas continua a dar “apoio preciso” aos desfavorecidos e necessitados.

      Ho Iat Seng acredita que o défice orçamental possa chegar quase ao fim e no ano seguinte não haverá mais défice no orçamento do Governo. “Mesmo que a receita fiscal do jogo seja de 200 mil milhões de patacas no próximo ano, ainda terá um défice. Precisa de atingir 230 mil milhões de patacas para equilibrar as receitas e despesas do Governo”, explicou Ho, ao responder às perguntas da deputada Ella Lei, na Assembleia Legislativa.

      O líder da RAEM mostrou-se confinante também de que o défice deste ano “não será muito grave”, já que no ano passado estimava-se que as receitas de jogo em 2023 seriam de cerca de 130 mil milhões de patacas, “e agora podem chegar a 180 mil milhões de patacas”, apontou.

      Mencionou ainda que as despesas públicas rígidas anuais do Governo são de pelo menos cerca de 100 mil milhões de patacas. “Existem muito poucos outros impostos, 60% do imposto de rendimento pessoal foi totalmente reembolsado, e não há mais nada além do imposto de jogo [para suportar as despesas], e as transacções imobiliárias também foram lentas nos últimos anos”, sublinhou. Ho Iat Seng apelou, entretanto, aos deputados para não “se preocuparem tanto”, porque os cortes de despesas acontecem o máximo possível no seio da administração pública, mas não nos benefícios da população.

      “O Governo dá elevada atenção ao trabalho em prol do bem-estar da população, continuando a investir recursos, mesmo em situação de défice orçamental ou de contenção de custos”, assegurou o Chefe do Executivo, destacando que o orçamento para o bem-estar, a educação e os cuidados médicos dos cidadãos têm se mantido iguais nos últimos anos, apesar do impacto epidémico.