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      Identidade electrónica está disponível a partir de hoje para a passagem fronteiriça e serviços públicos

      A partir de hoje, os residentes de Macau podem utilizar a identidade electrónica, um código QR gerado na aplicação da Conta Única, para passar a fronteira do território, bem como para aceder aos serviços nos serviços públicos e entidades privadas, como bancos e instituições médicas, sem necessidade de mostrar o Bilhete de Identidade de Residente físico. A Direcção dos Serviços de Identificação garante que o novo método de reconhecimento da identidade é seguro, e ambiciona alargar a escala de utilização do mesmo.

      O Governo lança hoje a “identidade electrónica”. Sendo um alargamento do âmbito de aplicação do Bilhete de Identidade de Residente (BIR) e um novo método de reconhecimento da identidade, os residentes de Macau, depois de proceder à vinculação da sua identidade electrónica à Conta Única, podem tratar dos serviços prestados pelos serviços públicos e entidades privadas sem necessidade da exibição do BIR físico.

      A utilização da identidade electrónica aplica-se também à passagem fronteiriça. A partir de hoje, os residentes podem utilizá-la nos canais manuais e nos canais automáticos em todos os postos fronteiriços automáticos que não adoptam o modelo de “Inspecção Fronteiriça Integral”.

      Ou seja, o serviço está disponível nos seis postos fronteiriços de Macau, com 184 canais de inspecção de documentos, incluindo a fronteira de Macau nas Portas do Cerco, no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior, no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Interior, no Aeroporto de Macau, no Terminal Marítimo de Passageiros do Pac On e na Ponte do Delta. Já no Posto Fronteiriço de Qingmao, na Ilha Verde, não pode ser usada a identidade electrónica na passagem transfronteiriça.

      Na passagem fronteiriça, os residentes apenas precisam degerar o código QR de “Minha passagem fronteiriça” e proceder ao reconhecimento da sua identidade para atravessar a fronteira. Neste caso, as autoridades destacam que a verificação de documentos físicos de identidade ainda é necessária nas fronteiras de Hong Kong e do interior da China.

      Realizou-se ontem a Cerimónia de Lançamento da Identidade Electrónica, onde o director dos Serviços de Identificação (DSI), Chao Wai Ieng, sublinhou que a “identidade electrónica” é uma identificação digital e funciona como uso auxiliar do BIR físico.

      O responsável assinalou que a identidade electrónica “constitui um importante passo em frente no processo de desenvolvimento da digitalização da identidade dos residentes de Macau”, e que alargou ainda o âmbito de aplicação e a área de serviços do BIR, promovendo “a integração do governo inteligente na vida quotidiana da população” e contribuindo para a construção e o desenvolvimento da cidade inteligente.

      Segundo a apresentação da DSI, um total de 744 mil residentes de Macau são actualmente elegíveis para aceder e vincular a sua identidade electrónica. O serviço é aplicável ao tratamento de assuntos em balcões de atendimento dos serviços públicos, sem a necessidade da entrega de cópia do BIR pelos residentes.

      O escopo da utilização da mesma também abrange a marcação prévia online do pedido de salvo-conduto para deslocação à China, de serviços financeiros, por exemplo, abertura online de conta, redefinição de senha, pedidos de empréstimos e de cartões bancários, entre outros, bem como de serviços de telecomunicações, como pedido online do serviço telefónico móvel e do serviço de internet, de modo a reduzir a necessidade de os utentes preencherem o formulário.

      Nesse sentido, as autoridades comprometem-se na expansão contínua do uso da identidade electrónica, que vai ser usada no uso dos vales de saúde nas clínicas médicas a partir do dia 1 de Agosto, e no Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo a partir de Setembro.

      Chao Wai Ieng adiantou que, em termos da tecnologia de segurança, o Governo adopta várias técnicas para garantir a sua confidencialidade, para que os cidadãos possam usá-la com mais segurança. “O sistema da passagem fronteiriça da identidade electrónica não será afectado pelo equipamento de rede de internet, nem pelo súbito grande número de pessoas que passam pela fronteira. As autoridades também realizaram testes de pressão, e o sistema é conveniente e seguro”, frisou.

      Por outro lado, Chao revelou que o novo BIR vai ser lançado no dia 15 de Dezembro deste ano, sendo disponibilizado um serviço de renovação online nessa altura.