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      Okki, a nova aplicação para ‘freelancers’ que aspira a simplificar e rentabilizar os serviços em Macau  

      Joana Chantre

       A aplicação Okki é uma plataforma de serviços locais criada por Gabriel Soares, luso-americano a residir entre Macau e Singapura. Este programador e ‘designer’ gráfico quer, com a aplicação, oferecer aos ‘freelancers’ uma alternativa mais simples e rentável para promoverem os seus serviços, apresentando também uma opção local para quem procura prestadores de serviços.

       

      Okki é o nome da aplicação lançada recentemente e que quer ser uma plataforma para simplificar a obtenção e a oferta de serviços em Macau. O fundador e criador, Gabriel Soares, é um luso-americano que viveu grande parte da sua vida em Macau, estando a viver actualmente em Singapura.

      “Quando me pedem para descrever esta aplicação, eu gosto sempre de dizer que é uma mistura entre Tinder e Linkedin”, começa por explicar entre risos. “É uma plataforma de serviços locais que quer fornecer uma forma aberta e fácil para qualquer pessoa ou empresa que queira oferecer um serviço, e vice-versa”, completa.

      Este “ponto de encontro” entre a procura e a oferta pode abranger áreas como a limpeza, fotografia, ‘babysitting’, serviços de pintura e até pode servir para modelos se promoverem. “Abrange praticamente qualquer serviço profissional em que se possa pensar”, refere.

      A Okki deixa o utilizador personalizar a sua lista de procura através das suas várias funções de escolha, como a classificação de categorias, etiquetas, filtro de distância e localização e até avaliações para os serviços específicos. Tudo isto desenhado para auxiliar os utilizadores a encontrarem a pessoa ou o serviço certo e contactá-lo directamente através da aplicação, sem intermediários.

      Quando questionado acerca de como surgiu a ideia para criar a Okki, Soares revela que surgiu de várias necessidades que enfrentava quando vivia em Macau: “Eu trabalho como ‘freelancer’ na área de Design Gráfico e Web Development e sentia muita dificuldade em entrar directamente em contacto com companhias ou pessoas que necessitavam de ajuda nesta área, sabendo que há muita procura”. “Por outro lado, conhecendo Macau, sei que normalmente quando precisamos de algum serviço por cá, normalmente perguntamos uns aos outros ou, em segunda opção, procuramos na net, o que normalmente consome muito tempo, especialmente no que diz respeito aos mais pequenos prestadores de serviços, que muitas vezes nem têm pagina de internet”.

      Gabriel Soares pretende, com este projecto, juntar o útil ao agradável, oferecendo uma opção aos ‘freelancers’ locais que elimina um eventual intermediário, beneficiando de uma relação mais próxima com os clientes. “É claro que hoje em dia muitos serviços se promovem nas redes sociais, como no Facebook, Instagram, etc., mas, na minha opinião, acaba sempre por ser uma luta. Com esta aplicação desenhada especialmente para esta troca, é muito mais fácil e eficiente gerir ou comercializar os vários serviços que existem, com muito mais envolvimento da parte do cliente”, refere.

       

      Em termos de competidores da indústria, o programador afirma que, além da comunicação social tradicional, não vê que haja muita competição directa: “Há várias aplicações com o intuito de apresentar uma listagem de serviços, porém no que a Okki se diferencia é que funciona por localização, o que torna mais difícil, uma pessoa perder-se entre todo o conteúdo e anúncios que existem na net”, nota. A Okki tem o benefício de ter as funções de ‘user experience’ e da escolha variada de categorias, diz o criador.

       

      Questionado acerca de quais foram os seus maiores desafios ou obstáculos no desenvolvimento da Okki, o português afirma que a fase inicial de pesquisa de mercado, de decisão acerca da melhor tecnologia a usar, de encontrar programadores para o projecto, o desenvolvimento do plano de negócio, financiamento, são todas variantes muito importantes. “É um verdadeiro desafio e houve certamente dias, na fase inicial, em que eu me questionei, mas com o apoio de amigos e da família que acreditam em mim e na minha ideia, ajudaram em mantem o projecto vivo”, conclui.

       

      PONTO FINAL