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      DST reitera aposta no mercado internacional, mas reconhece dificuldades com a carência de voos

      O foco de trabalho para a Direcção dos Serviços de Turismo continua a ser nos mercados internacionais. Helena de Senna Fernandes indicou que Macau já assegura um mercado estabilizado deturistas do interior da China e de Hong Kong, e o turismo do exterior recuperou actualmente até30%. Reiterando que é importante todos os sectores trabalharem em conjunto para trazer visitantes internacionais a Macau, a directora da DST, no entanto, ressalvou que a carência de voos é um problema que todo o mundo está a enfrentar.

       

      A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) procura ainda reforçar a fonte turística internacional, mas admite que o desempenho actual da operação de ligações aéreas é um dos factores que ainda impõem dificuldades.

      Helena de Senna Fernandes, directora da DST, revelou que o turismo internacional de momento em Macau representa cerca de 25 a 30% do volume registado antes da pandemia. À margem do Macao Showcase da Sands China, em Singapura, a responsável disse também que a chegada internacional equivale a cerca de 20 a 30% do número total de turistas.

      “Há muitas razões diferentes e, obviamente, uma questão muito importante, não apenas para Macau, é o que acontece em todo o mundo. Quando se fala de outros destinos, todos eles enfrentam o mesmo problema de falta de ligações, a escassez de voos”, assinalou, frisando que a questão é constituída por vários problemas, como a falta de pessoal suficiente para assistência e gestão nos aeroportos, falta de pilotos ou insuficiência de tudo relacionado com viagens aéreas internacionais.

      As autoridades estão a trabalhar para resolver a questão, assegurou Helena de Senna Fernandes, acrescentando que “estamos a ver bons sinais”. A responsável sublinhou que a DST esteve na semana passada em Banguecoque para realizar um roadshow, e Macau tem mais de 20 voos semanais de ida e volta para a cidade tailandesa. Já a rota para Chiang Mai deverárecuperar a partir de Julho.

      Para além da Tailândia, a DST está a “olhar” para a Coreia do Sul também, com esperança de mais transportadoras coreanas virem a operar em Macau.“Embora sejam etapas conhecidas, acho que é muito importante ter um começo e as coisas estão na direcção certa”, disse.

      Helena de Senna Fernandes acrescentou que com aExpo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau, que se realiza no final deste mês, a DST vai trazer “muitos operadores turísticos internacionais para Macau”. O organismo acredita que a exposição não só deixa os funcionários dos operadores turísticos entenderem os produtos de Macau, mas também permite que os seus responsáveis vejam que “Macau já voltou aos negócios”, de forma a preparar-se para diversificar ainda mais os produtos turísticos locais no futuro.

      COMPROMISSO DE TODOS

      O reforço da presença no mercado internacional também está relacionado com o trabalho com as operadoras de jogo, Segundo a directora da DST, “o trabalho fundamental e importante é [com as concessionárias] trabalharmos juntos para atrair visitantes do exterior”. Neste aspecto, Helena de Senna Fernandes afirmou que o foco nos mercados internacionais é o compromisso para o Executivo, sendo também “o compromisso dos resorts integradores com o Governo” para tornar Macau mais internacional.

      “Já garantimos, em certa medida, ou estabilizámos o mercado do interior da China, e especialmente o mercado de Hong Kong, quase perto de 100% do que costumávamos ter, e obviamente ainda estamos a trabalhar muito nisso”, avançou.

      Helena de Senna Fernandes aplaudiu assim a iniciativa lançada desta vez pela Sands China na promoção de Macau em Singapura, sendo “um passo muito bom”, tanto no turismo como para levar as Pequenas e Médias Empresas (PME) locais ao exterior.

      Por outro lado, aos jornalistas, a responsável reconheceu que Macau precisa de mais quartos de hotel com vista ao aumento de turistas, uma vez que sem mais quartos é difícil permitir que as pessoas fiquem mais tempo em Macau, numa altura em que a taxa de ocupação hoteleira de Macau está a subir, para 80%. De acordo com Helena de Senna Fernandes, diferentes tipos de alojamentos também devem ser desenvolvidos no território, por exemplo, a acomodação económica, que oferece uma estadia confortável.