A repressão do movimento estudantil de Tiananmen fez ontem 34 anos. Na noite de 3 para 4 de Junho de 1989, o exército chinês avançou sobre estudantes que ocupavam a praça de Tiananmen, em Pequim. Os estudantes pediam uma maior democratização da China, entre várias outras reivindicações. O número total de vítimas mortais ainda não é conhecido.
Em Macau, entre 1989 e 2019, os democratas de Macau reuniam-se no Largo do Senado na noite de 4 de Junho em memória das vítimas de Tiananmen. A iniciativa era organizada pela União de Macau para o Desenvolvimento da Democracia (UMDD), associação dos antigos deputados Au Kam San e Ng Kuok Cheong, que entretanto encerrou.
Em 2020, as autoridades policiais negaram a realização da iniciativa sob o pretexto da prevenção da pandemia. Em 2021, o Corpo de Polícia de Segurança Pública também negou a vigília e o Tribunal de Última Instância rejeitou o recurso dos democratas, dizendo que a vigília de Macau dava palco a um “planeado e deliberado ataque e insulto” à República Popular da China e que isso é “claramente inadmissível e de necessário repúdio”. Em 2022, a UMDD já nem tentou organizar a iniciativa e em 2023 a associação extinguiu-se por receio da nova lei de segurança nacional. Assim, tal como aconteceu no ano passado, a homenagem às vítimas de Tiananmen passa das ruas para a esfera privada, com Au Kam San a publicar informações históricas no Facebook.